Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Qual o gás é utilizado na insuflação do abdome durante um procedimento laparoscópico?
Laparoscopia → insuflação abdominal com CO2 devido à rápida absorção e eliminação pulmonar.
O gás carbônico (CO2) é o gás de escolha para a insuflação abdominal em procedimentos laparoscópicos, criando o pneumoperitônio. Sua principal vantagem é a rápida absorção pelo peritônio e eliminação eficiente pelos pulmões, minimizando riscos de embolia gasosa.
A cirurgia laparoscópica revolucionou a prática cirúrgica, oferecendo abordagens minimamente invasivas com menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. Um componente essencial desses procedimentos é a criação do pneumoperitônio, que distende a cavidade abdominal para permitir a visualização e manipulação dos órgãos. O gás carbônico (CO2) é o gás universalmente aceito e utilizado para a insuflação abdominal na laparoscopia. Sua escolha se baseia em propriedades físico-químicas ideais: é incolor, não inflamável (seguro com eletrocautério), e, crucialmente, possui alta solubilidade no sangue. A alta solubilidade do CO2 permite que, em caso de absorção excessiva ou embolia gasosa acidental, o gás seja rapidamente dissolvido no plasma e eliminado pelos pulmões, minimizando o risco de complicações graves. Embora possa causar hipercapnia e acidose respiratória, esses efeitos são geralmente bem gerenciados com ventilação adequada. Outros gases, como oxigênio ou nitrogênio, apresentam riscos significativos de combustão ou embolia fatal, respectivamente.
A principal vantagem é sua alta solubilidade no sangue e rápida eliminação pulmonar, o que reduz significativamente o risco de embolia gasosa grave em comparação com outros gases, tornando-o mais seguro.
Os riscos incluem hipercapnia, acidose respiratória, arritmias cardíacas, hipotermia e, em casos raros, embolia gasosa. No entanto, o CO2 é o gás mais seguro para insuflação devido à sua rápida absorção e eliminação.
Oxigênio é comburente e pode causar explosões com eletrocautério. Nitrogênio é pouco solúvel no sangue, aumentando o risco de embolia gasosa fatal se entrar na circulação, tornando-os inadequados para o procedimento.
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