Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
Qual o valor normal da pressão intra-abdominal nas punções com agulha de veress observada no visor do insuflador em paciente normotróficos e hígidos, sob relaxamento adequado que será submetido a procedimento laparoscópico?
A pressão intra-abdominal inicial normal com agulha de Veress em paciente relaxado é ≤ 5 mmHg.
Uma pressão inicial baixa (≤ 5 mmHg) ao usar a agulha de Veress indica que a ponta da agulha está corretamente posicionada no espaço peritoneal. Valores mais altos sugerem posicionamento incorreto (ex: pré-peritoneal) ou resistência, aumentando o risco de lesão.
A criação do pneumoperitônio é o primeiro passo crítico em qualquer procedimento laparoscópico. A agulha de Veress é um dos métodos mais comuns para estabelecer o acesso inicial à cavidade abdominal. A segurança deste passo depende da correta inserção da agulha no espaço intraperitoneal. A avaliação da pressão intra-abdominal inicial, observada no visor do insuflador, é um indicador fundamental do posicionamento da agulha. Em um paciente normotrófico e hígido, sob relaxamento muscular adequado, uma pressão inicial de 5 mmHg ou menos confirma que a ponta da agulha está livre na cavidade peritoneal. Valores acima disso, especialmente > 10 mmHg, sugerem que a agulha pode estar em um plano pré-peritoneal, dentro de um órgão ou em aderências. A falha em reconhecer uma pressão inicial elevada e proceder com a insuflação pode levar a complicações graves, como lesão de vasos ou vísceras, ou insuflação de gás em espaços errados, dificultando o procedimento e aumentando a morbidade. Portanto, a atenção a este detalhe é vital para a segurança do paciente em cirurgia laparoscópica.
Além da pressão inicial baixa (≤ 5 mmHg), outros sinais incluem a ausência de retorno de líquido ao injetar soro fisiológico, a sensação de dois "clicks" ao perfurar a parede abdominal e o fluxo livre de gás.
A monitorização da pressão inicial é crucial para confirmar o posicionamento intraperitoneal da agulha e evitar a insuflação de gás em espaços extraperitoneais, o que pode causar enfisema subcutâneo, lesão de órgãos ou pneumotórax.
As complicações incluem lesões de vasos sanguíneos (grandes vasos, vasos da parede abdominal), lesões de órgãos ocos (intestino, bexiga), insuflação extraperitoneal e pneumotórax.
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