HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Sobre laparoscopia, assinale a alternativa correta:
Cirurgia abdominal prévia no andar supramesocólico = contraindicação relativa à colecistectomia laparoscópica devido a aderências.
Cirurgias abdominais prévias, especialmente no andar supramesocólico, aumentam o risco de aderências, dificultando o acesso e a segurança da laparoscopia, tornando-a uma contraindicação relativa ou exigindo maior cautela e experiência do cirurgião.
A laparoscopia revolucionou a cirurgia abdominal, oferecendo vantagens como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e melhores resultados estéticos. No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, possui indicações e contraindicações bem definidas. Uma das principais preocupações e contraindicações relativas é a presença de cirurgias abdominais prévias, especialmente no andar supramesocólico, devido ao risco aumentado de aderências. A fisiopatologia das aderências envolve a cicatrização peritoneal após trauma cirúrgico, que pode levar à formação de bandas fibrosas entre órgãos e a parede abdominal. Essas aderências podem dificultar o acesso à cavidade abdominal, aumentar o risco de lesão intestinal ou vascular durante a inserção dos trocateres e complicar a dissecção dos tecidos. Embora a cirurgia prévia não seja uma contraindicação absoluta em todos os casos, exige maior cautela, experiência do cirurgião e, por vezes, técnicas específicas como o acesso aberto (Hasson) ou o uso de balão de dissecção. O tratamento de condições como colecistite aguda litiásica e apendicite aguda tem na colecistectomia e apendicectomia videolaparoscópicas o padrão-ouro, respectivamente, com excelentes resultados. No entanto, em situações de colecistite grave com necrose ou perfuração, ou em pancreatite aguda biliar, a decisão sobre o momento e a via cirúrgica deve ser individualizada. O prognóstico da laparoscopia é geralmente favorável, mas a seleção adequada do paciente e a avaliação das contraindicações são cruciais para a segurança e o sucesso do procedimento.
Cirurgias prévias podem causar aderências intra-abdominais, que aumentam o risco de lesões viscerais durante a inserção dos trocateres e dificultam a dissecção, tornando o procedimento mais complexo e perigoso.
Não, a laparoscopia tem um papel crescente no trauma abdominal, especialmente para diagnóstico e tratamento de lesões menores ou para avaliar a necessidade de laparotomia, mas é contraindicada em pacientes hemodinamicamente instáveis.
O tratamento de escolha para colecistite aguda litiásica é a colecistectomia videolaparoscópica precoce (nas primeiras 72 horas), mesmo em casos de inflamação significativa, desde que o paciente esteja estável.
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