PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Interação com qual medicamento aumenta o nível sérico de lamotrigina?
Valproato ↑ níveis séricos de lamotrigina, aumentando risco de reações cutâneas graves.
O valproato inibe a glucuronidação da lamotrigina, principal via de metabolização, resultando em aumento significativo dos níveis séricos da lamotrigina. Essa interação é clinicamente relevante, pois eleva o risco de reações adversas cutâneas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson.
A lamotrigina é um anticonvulsivante amplamente utilizado no tratamento da epilepsia e transtorno bipolar. Sua farmacocinética é complexa e suscetível a interações medicamentosas, especialmente com outros fármacos antiepilépticos. A coadministração com valproato é uma interação clássica e de grande importância clínica, pois pode levar a toxicidade grave. O valproato inibe a enzima UDP-glucuronosiltransferase (UGT), que é a principal via de metabolização da lamotrigina. Essa inibição resulta em uma diminuição da depuração da lamotrigina, elevando seus níveis séricos e prolongando sua meia-vida. O aumento da concentração de lamotrigina está associado a um risco significativamente maior de reações adversas cutâneas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica. Para mitigar esse risco, é fundamental ajustar a dose inicial da lamotrigina para valores muito menores e realizar um escalonamento de dose mais lento quando administrada concomitantemente com valproato, conforme as diretrizes clínicas.
Os efeitos adversos mais conhecidos da lamotrigina incluem erupções cutâneas (que podem ser graves como a Síndrome de Stevens-Johnson), tontura, ataxia, náuseas e diplopia.
O valproato inibe a enzima UDP-glucuronosiltransferase (UGT), responsável pela glucuronidação e eliminação da lamotrigina, resultando em uma redução significativa da depuração da lamotrigina e consequente aumento de sua concentração plasmática.
Ao associar lamotrigina e valproato, a dose inicial da lamotrigina deve ser reduzida drasticamente (geralmente pela metade ou menos) e o aumento da dose deve ser feito de forma muito mais lenta para minimizar o risco de reações cutâneas graves.
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