CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
A presença de líquor adjacente ao nervo óptico, em condições fisiológicas, é observada apenas até:
Espaço subaracnoideo perióptico termina na lâmina cribriforme (região retrobulbar).
O nervo óptico é uma extensão do SNC envolto por meninges; o espaço subaracnoideo contendo líquor acompanha o nervo até a esclera, terminando na lâmina cribriforme.
O nervo óptico possui quatro porções: intraocular, intraorbitária, intracanalicular e intracraniana. A porção intraorbitária é a mais longa e é onde o espaço subaracnoideo é mais proeminente. A lâmina cribriforme atua como uma barreira física e de pressão entre o compartimento intraocular e o compartimento retrobulbar/intracraniano. Compreender essa transição é essencial para entender doenças como glaucoma e hipertensão intracraniana idiopática.
O nervo óptico não é um nervo periférico típico, mas sim um trato de substância branca do sistema nervoso central. Como tal, ele é revestido pelas três meninges (dura-máter, aracnoide e pia-máter). O espaço subaracnoideo, que contém o líquor cefalorraquidiano, é contínuo com o espaço intracraniano, permitindo que variações na pressão intracraniana sejam transmitidas ao longo do nervo até o globo ocular.
O espaço subaracnoideo termina abruptamente onde a bainha do nervo óptico se funde com a esclera posterior e a dura-máter se torna contínua com a esclera. Anatomicamente, o líquor atinge a face posterior da lâmina cribriforme, que é uma estrutura colagenosa fenestrada da esclera por onde passam os feixes de fibras nervosas.
No papiledema, o aumento da pressão intracraniana é transmitido pelo líquor no espaço subaracnoideo até a região retrobulbar. Essa pressão elevada comprime o nervo óptico e interrompe o fluxo axoplasmático ortógrado nas fibras nervosas ao nível da lâmina cribriforme, resultando no inchaço (edema) visível do disco óptico.
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