Sarampo: Profilaxia Pós-Exposição em Lactentes

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021

Enunciado

Lactente de 10 meses vem à emergência pediátrica com quadro de febre elevada, coriza, conjuntivite e tosse que se iniciou há 4 dias, após brincadeiras com um primo da mesma idade, previamente saudável. Há 24 horas, apareceram manchas avermelhadas, inicialmente na cabeça, que progrediram para o resto do corpo. Exame físico: estado geral regular, irritado, febril ao toque, eupneico, hidratado, corado. AR e ACV sem alterações. Pele: rash maculopapular difuso, eritematoso.Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual é a conduta mais adequada em relação ao primo?

Alternativas

  1. A) Indicar vacinação de bloqueio até 72 horas do contato.
  2. B) Administrar imunoglobulina humana até 6 dias do contato.
  3. C) Administrar imunoglobulina humana até 96 horas do contato.
  4. D) Orientar observação clínica e procurar atendimento médico, caso apareçam sintomas.
  5. E) Iniciar prednisolona 2 mg/kg/dia e reavaliar após 36h.

Pérola Clínica

Contato de sarampo em lactente não vacinado <72h → vacina de bloqueio.

Resumo-Chave

Em caso de contato com sarampo, a profilaxia pós-exposição é crucial. Para lactentes não vacinados entre 6 meses e 1 ano, a vacina de bloqueio é indicada se o contato ocorreu há menos de 72 horas. Se o contato foi há mais de 72 horas ou o lactente é imunocomprometido, a imunoglobulina é a opção.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo vírus do sarampo, um paramixovírus. É caracterizada por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e o exantema maculopapular clássico. A importância clínica reside na sua alta transmissibilidade e no risco de complicações graves, como pneumonia, encefalite e óbito, especialmente em crianças pequenas e imunocomprometidos. A fisiopatologia envolve a replicação viral no trato respiratório, seguida de viremia e disseminação para pele e outros órgãos. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por sorologia (IgM para sarampo) ou PCR. A suspeita deve ser alta em casos de exantema febril com pródromo catarral e história de contato. A conduta em relação aos contatos é crucial para conter a disseminação. Para contatos suscetíveis (não vacinados) entre 6 meses e 1 ano de idade, a vacina de bloqueio é indicada se administrada até 72 horas após a exposição. Se o contato ocorreu há mais de 72 horas (até 6 dias), ou se o lactente for menor de 6 meses, ou imunocomprometido, a imunoglobulina humana é a opção. A vacinação é a principal medida de prevenção primária.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do sarampo?

O sarampo se manifesta com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite (pródromo) e, posteriormente, um exantema maculopapular que surge na cabeça e se espalha pelo corpo.

Quando a vacina de bloqueio para sarampo é indicada após o contato?

A vacina de bloqueio é indicada para contatos suscetíveis (não vacinados) até 72 horas após a exposição, especialmente em crianças a partir de 6 meses de idade.

Em que situações a imunoglobulina é preferível à vacina para profilaxia do sarampo?

A imunoglobulina é preferível para contatos suscetíveis que tiveram exposição há mais de 72 horas (até 6 dias), para lactentes menores de 6 meses, gestantes suscetíveis e imunocomprometidos.

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