HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
Paciente lactente 2 meses foi ao PS com tosse e produtiva há 10 dias, com febre de 37.8, nas últimas 48H evoluiu com piora da tosse, com episódios de cianose após a tosse e pausa respiratória, o que motivou a ida a emergência.O pediatra experiente pensou em Coqueluche, na casa também há uma irmã de 4 anos e não vacinado, qual deve ser a conduta do pediatra com a irmã de 4 anos:
Contato domiciliar de coqueluche (especialmente com lactente) → quimioprofilaxia com macrolídeo, independentemente do estado vacinal.
A coqueluche é uma doença altamente contagiosa, especialmente perigosa para lactentes jovens. A quimioprofilaxia com macrolídeos é crucial para contatos próximos, como irmãos não vacinados, para prevenir a disseminação da doença e proteger os mais vulneráveis, mesmo que assintomáticos.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa e potencialmente grave, especialmente em lactentes jovens. Caracteriza-se por tosse paroxística intensa, que pode ser seguida por guincho inspiratório e, em lactentes, por episódios de apneia e cianose. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e a doença é particularmente perigosa para bebês que ainda não completaram o esquema vacinal, podendo levar a hospitalização e óbito. Diante de um caso suspeito ou confirmado de coqueluche, a conduta em relação aos contatos próximos é fundamental para conter a disseminação da doença. A quimioprofilaxia pós-exposição é recomendada para todos os contatos domiciliares e outros contatos íntimos, independentemente do estado vacinal, especialmente se houver lactentes menores de 1 ano ou gestantes no terceiro trimestre. O objetivo é prevenir a infecção e a transmissão para indivíduos mais vulneráveis. Os antibióticos de escolha para a quimioprofilaxia são os macrolídeos, como azitromicina, claritromicina ou eritromicina. A azitromicina é frequentemente preferida devido à sua posologia mais conveniente e menor perfil de efeitos adversos gastrointestinais. A vacinação (DTPa para crianças e dTpa para adolescentes, adultos e gestantes) é a estratégia mais eficaz para a prevenção da coqueluche, e a imunização de gestantes (vacina dTpa) é crucial para conferir proteção passiva aos recém-nascidos nos primeiros meses de vida.
A quimioprofilaxia é indicada para todos os contatos próximos de um caso confirmado ou suspeito de coqueluche, independentemente da idade ou estado vacinal, especialmente se houver lactentes menores de 1 ano, gestantes no terceiro trimestre, ou indivíduos com condições de alto risco no domicílio ou em contato íntimo.
Os macrolídeos recomendados para a quimioprofilaxia da coqueluche incluem azitromicina (preferencial devido à posologia e menor incidência de efeitos gastrointestinais), claritromicina e eritromicina. A escolha e a duração do tratamento variam conforme a idade e o medicamento.
A vacinação é a principal medida preventiva contra a coqueluche. A vacina DTPa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é administrada em lactentes, e a dTpa (reforço para adolescentes e adultos, incluindo gestantes) é crucial para proteger os recém-nascidos e lactentes jovens, que ainda não completaram o esquema vacinal e são mais suscetíveis a formas graves da doença.
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