PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Lactente de 4 meses e 15 dias é trazido ao pronto-atendimento com quadro de tosse seca que impede a criança de mamar, associado a vômitos induzidos pela tosse. O quadro iniciou com coriza hialina e febre baixa, mas piorou há dois dias, mantendo febre e apresentando crises de tosse paroxística, acompanhadas de cianose e guincho inspiratório. Nascido a termo, parto normal, sem intercorrências, vacinação em dia. Hemograma revela 32.500 leucócitos, com 32% neutrófilos, 65% linfócitos, 1% eosinófilos, 2% basófilos, e 255.000 plaquetas. Qual é o diagnóstico mais provável e o tratamento indicado?
Lactente com tosse paroxística, guincho inspiratório e leucocitose linfocitária → Coqueluche = Azitromicina.
O quadro clínico de tosse paroxística com guincho inspiratório e cianose em lactente, associado a leucocitose com linfocitose, é altamente sugestivo de coqueluche. O tratamento de escolha para reduzir a transmissibilidade e a gravidade é a azitromicina.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa que pode ser particularmente grave em lactentes, especialmente naqueles não vacinados ou com vacinação incompleta. O quadro clínico evolui em fases, começando com sintomas catarrais inespecíficos, seguidos pela fase paroxística, caracterizada por crises de tosse intensas e repetitivas. Na fase paroxística, a tosse é tão severa que pode levar a cianose, apneia e o característico 'guincho' inspiratório, que ocorre quando a criança tenta inspirar após um acesso de tosse. Vômitos pós-tosse são comuns e podem causar desidratação e perda de peso. O hemograma, embora não seja confirmatório, pode revelar leucocitose com linfocitose acentuada, um achado importante para a suspeita diagnóstica, especialmente em lactentes. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações e reduzir a transmissão. A azitromicina é o antibiótico de escolha, e seu uso é recomendado para erradicar a bactéria e diminuir a duração da transmissibilidade. A vacinação é a principal medida preventiva e deve ser incentivada, incluindo a vacinação da gestante para proteção passiva do recém-nascido.
Os sintomas clássicos da coqueluche em lactentes incluem tosse paroxística intensa, guincho inspiratório após as crises de tosse, cianose durante os paroxismos e vômitos pós-tosse, que podem dificultar a alimentação e levar à perda de peso.
O hemograma na coqueluche frequentemente revela leucocitose acentuada com linfocitose absoluta, um achado que, embora não patognomônico, é bastante sugestivo da infecção por Bordetella pertussis, especialmente em lactentes, e ajuda a diferenciá-la de outras causas de tosse.
O tratamento de escolha para coqueluche é com macrolídeos, como a azitromicina, por 5 dias. O objetivo é erradicar a bactéria da nasofaringe, reduzindo a transmissibilidade e, se iniciada precocemente, a gravidade da doença e suas complicações.
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