UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Lactente de 7 meses compareceu ao ambulatório de puericultura para consulta de rotina. A mãe fez algumas perguntas e, entre estas, gostaria de saber o porquê de a criança, embora tenha recebido a vacina BCG na maternidade como consta no seu cartão de vacina, não apresentar a marquinha no braço como os seus outros filhos. Respondendo à pergunta, a conduta correta por parte do pediatra será
Ausência de cicatriz pós-BCG não indica falha vacinal; não há necessidade de revacinar.
A formação da cicatriz no local da aplicação da vacina BCG é uma resposta inflamatória esperada, mas sua ausência não significa ineficácia da vacina. Estudos demonstram que a proteção contra formas graves de tuberculose é mantida mesmo sem a cicatriz, e a revacinação não é recomendada.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é uma das primeiras vacinas administradas ao recém-nascido, geralmente na maternidade, com o objetivo principal de prevenir as formas graves de tuberculose, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa. A resposta imunológica à vacina frequentemente resulta em uma lesão local que evolui para uma cicatriz característica, que é um marcador de que a vacina foi administrada. No entanto, a ausência dessa cicatriz não é um indicativo de falha vacinal ou de ausência de imunidade. Diversos estudos demonstraram que a proteção conferida pela BCG é independente da formação da cicatriz. A resposta imune celular, que é a base da proteção contra a tuberculose, pode ser desenvolvida mesmo sem a manifestação cutânea visível. Portanto, a conduta correta do pediatra, conforme as diretrizes atuais, é tranquilizar os pais e explicar que a criança está protegida, não havendo necessidade de revacinação ou de qualquer outro exame, como o PPD, para avaliar a resposta vacinal. A revacinação não aumenta a proteção e pode até estar associada a um risco maior de reações adversas locais.
Não, a ausência da cicatriz não indica falha vacinal. Estudos mostram que a proteção contra as formas graves de tuberculose é conferida mesmo na ausência da lesão cicatricial.
Não, a revacinação com BCG não é recomendada em crianças que não desenvolveram a cicatriz, pois a eficácia da dose única é considerada suficiente.
A vacina BCG é crucial para proteger lactentes e crianças pequenas contra as formas graves de tuberculose, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa, que podem ser fatais ou deixar sequelas graves.
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