Ausência de Cicatriz BCG: Qual a Conduta Correta?

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Lactente de 5 meses de idade comparece à consulta de puericultura, sem queixas. Está com bom ganho pôndero-estatural e desenvolvimento normal. Ao exame físico, o pediatra verifica que não há cicatriz da vacina BCG, embora a mãe mostre a caderneta de vacinação, na qual consta que a criança foi vacinada na maternidade. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, a conduta deve ser

Alternativas

  1. A) aguardar até os 6 meses e, se não aparecer a cicatriz, revacinar a criança.
  2. B) solicitar teste tuberculínico e, caso seja negativo, revacinar a criança.
  3. C) verificar risco epidemiológico e, caso a criança tenha contato com adulto tossidor crônico, solicitar radiografia de tórax e revacinar a criança.
  4. D) prescrever isoniazida profilática durante 3 meses.
  5. E) expectante, não há necessidade de revacinar a criança nem de realizar teste tuberculínico.

Pérola Clínica

Ausência de cicatriz BCG em vacinado = não revacinar, não testar, conduta expectante.

Resumo-Chave

A ausência de cicatriz vacinal após a BCG não indica falha na vacinação ou ausência de proteção. O Ministério da Saúde não recomenda revacinação nem teste tuberculínico nesses casos, pois a imunogenicidade pode ocorrer mesmo sem a lesão visível.

Contexto Educacional

A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é aplicada em dose única ao nascer ou o mais precocemente possível, preferencialmente antes de completar 5 anos de idade, para proteger contra as formas graves de tuberculose, como a meníngea e a miliar. A formação de uma cicatriz no local da aplicação é uma reação comum, mas sua ausência não significa que a vacina não foi eficaz. A imunogenicidade da BCG não está diretamente ligada à presença visível da cicatriz. Estudos demonstram que uma parcela significativa de indivíduos vacinados desenvolve proteção sem a formação da lesão característica. A resposta imune celular, que confere a proteção, pode ser estabelecida mesmo na ausência de uma reação cutânea exuberante. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil, a ausência da cicatriz vacinal após a aplicação da BCG não é uma indicação para revacinação ou para a realização de teste tuberculínico. A conduta é expectante, considerando a criança como adequadamente vacinada, desde que haja registro na caderneta.

Perguntas Frequentes

A ausência da cicatriz da BCG significa que a criança não está protegida contra a tuberculose?

Não necessariamente. A ausência da cicatriz não é um indicador de falha vacinal ou de ausência de proteção. Estudos mostram que a imunogenicidade da BCG pode ocorrer mesmo sem a formação da cicatriz.

Quando a revacinação da BCG é indicada?

A revacinação da BCG não é recomendada no Brasil, mesmo na ausência da cicatriz. A vacina é aplicada em dose única ao nascer ou o mais precocemente possível.

O teste tuberculínico (PPD) é indicado para avaliar a proteção da BCG?

Não, o teste tuberculínico não é utilizado para avaliar a resposta à vacina BCG ou a necessidade de revacinação. Sua principal indicação é para o diagnóstico de infecção latente por tuberculose.

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