HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
Lactente de 5 meses de idade comparece à consulta de puericultura, sem queixas. Está com bom ganho pôndero-estatural e desenvolvimento normal. Ao exame físico, o pediatra verifica que não há cicatriz da vacina BCG, embora a mãe mostre a caderneta de vacinação, na qual consta que a criança foi vacinada na maternidade. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, a conduta deve ser
Ausência de cicatriz BCG em vacinado = não revacinar, não testar, conduta expectante.
A ausência de cicatriz vacinal após a BCG não indica falha na vacinação ou ausência de proteção. O Ministério da Saúde não recomenda revacinação nem teste tuberculínico nesses casos, pois a imunogenicidade pode ocorrer mesmo sem a lesão visível.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é aplicada em dose única ao nascer ou o mais precocemente possível, preferencialmente antes de completar 5 anos de idade, para proteger contra as formas graves de tuberculose, como a meníngea e a miliar. A formação de uma cicatriz no local da aplicação é uma reação comum, mas sua ausência não significa que a vacina não foi eficaz. A imunogenicidade da BCG não está diretamente ligada à presença visível da cicatriz. Estudos demonstram que uma parcela significativa de indivíduos vacinados desenvolve proteção sem a formação da lesão característica. A resposta imune celular, que confere a proteção, pode ser estabelecida mesmo na ausência de uma reação cutânea exuberante. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil, a ausência da cicatriz vacinal após a aplicação da BCG não é uma indicação para revacinação ou para a realização de teste tuberculínico. A conduta é expectante, considerando a criança como adequadamente vacinada, desde que haja registro na caderneta.
Não necessariamente. A ausência da cicatriz não é um indicador de falha vacinal ou de ausência de proteção. Estudos mostram que a imunogenicidade da BCG pode ocorrer mesmo sem a formação da cicatriz.
A revacinação da BCG não é recomendada no Brasil, mesmo na ausência da cicatriz. A vacina é aplicada em dose única ao nascer ou o mais precocemente possível.
Não, o teste tuberculínico não é utilizado para avaliar a resposta à vacina BCG ou a necessidade de revacinação. Sua principal indicação é para o diagnóstico de infecção latente por tuberculose.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo