UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Lactente, 10 meses, com febre, tosse e coriza há 4 dias e aparecimento de exantema maculopapular morbiliforme com início nas orelhas descendo para o tronco hoje. Vacinas: todas as indicadas até os 6 meses de idade. Exame físico: T= 39ºC; Orofaringe: lesões de 2 a 3 mm de diâmetro, discretamente elevadas, de cor branca com base eritematosa, localizadas na região interna da mucosa oral. AO INTERNAR, DEVERÁ SER ESTABELECIDA A SEGUINTE PRECAUÇÃO:
Sarampo (febre, tosse, coriza, conjuntivite, Koplik, exantema cefalocaudal) → Precaução por aerossóis.
O quadro clínico de febre, tosse, coriza, conjuntivite, exantema maculopapular morbiliforme com progressão cefalocaudal e a presença de manchas de Koplik na mucosa oral são altamente sugestivos de sarampo. O sarampo é uma doença de alta transmissibilidade, transmitida por aerossóis, exigindo precauções rigorosas para evitar a disseminação hospitalar.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Apesar da existência de uma vacina eficaz, surtos ainda ocorrem devido à baixa cobertura vacinal em algumas regiões. A doença é particularmente grave em lactentes e imunocomprometidos, podendo levar a complicações sérias como pneumonia, encefalite e otite média. O diagnóstico do sarampo é predominantemente clínico. O quadro inicia-se com um período prodrômico de febre alta, tosse, coriza e conjuntivite. Um sinal patognomônico são as manchas de Koplik, pequenas lesões branco-azuladas com halo eritematoso na mucosa bucal, que surgem 1-2 dias antes do exantema. O exantema é maculopapular, morbiliforme, inicia-se na face (atrás das orelhas e na linha do cabelo) e se espalha centrifugamente para o tronco e extremidades. A história vacinal incompleta, como no caso do lactente de 10 meses, aumenta a suspeita. Devido à alta transmissibilidade por aerossóis, a instituição de precauções adequadas é crucial no ambiente hospitalar. Pacientes com suspeita ou confirmação de sarampo devem ser isolados em quartos com pressão negativa e os profissionais de saúde devem utilizar respiradores N95/PFF2. O tratamento é de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações. A vitamina A é recomendada para todas as crianças com sarampo, especialmente as menores de 2 anos, para reduzir a morbimortalidade.
O sarampo se manifesta com febre alta, tosse, coriza e conjuntivite (pródromos), seguidos pelo aparecimento das manchas de Koplik na mucosa oral e, posteriormente, um exantema maculopapular morbiliforme que se inicia na face e desce para o tronco e membros.
O vírus do sarampo é altamente contagioso e se dissemina por pequenas partículas suspensas no ar (aerossóis) que podem permanecer viáveis por horas. A precaução por aerossóis exige quarto privativo com pressão negativa e uso de respiradores N95/PFF2.
A vacina tríplice viral (SCR) é altamente eficaz na prevenção do sarampo. A baixa cobertura vacinal pode levar a surtos, especialmente em populações suscetíveis, como lactentes que ainda não completaram o esquema vacinal.
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