UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Lactente de um mês é levado à segunda consulta de puericultura. Ele nasceu com Apgar 9-10, de parto vaginal, a termo, pesando 3.000g e medindo 48cm. Segundo sua mãe, a criança está sendo amamentada exclusivamente com leite materno, recebeu a primeira dose da vacina contra hepatite B e a vacina BCG no hospital, ao nascer. O exame físico mostra peso = 3.400g, comprimento = 50cm, sem outras alterações clínicas.Ao examinar a criança, o pediatra nota ausência da cicatriz vacinal da BCG. De acordo com a recomendação proposta pelo Ministério da Saúde:
Ausência de cicatriz BCG não indica falha vacinal; revacinação não é recomendada pelo MS.
A ausência da cicatriz vacinal da BCG não é um indicador confiável de falha na imunização. Estudos demonstram que a proteção conferida pela vacina não está diretamente correlacionada com a presença ou tamanho da cicatriz. Portanto, o Ministério da Saúde não recomenda a revacinação nesses casos.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é administrada em dose única ao nascer, ou o mais precocemente possível, para proteger contra as formas graves de tuberculose (miliar e meníngea) em crianças. Uma das características mais conhecidas da vacinação BCG é a formação de uma cicatriz no local da aplicação, que geralmente aparece algumas semanas ou meses após a vacinação. No entanto, a ausência da cicatriz vacinal da BCG não é um indicador confiável de falha na imunização. Diversos estudos e a experiência clínica demonstraram que a proteção conferida pela vacina não está diretamente correlacionada com a presença ou o tamanho da cicatriz. A resposta imune protetora pode ocorrer mesmo sem a formação de uma lesão visível. Diante disso, o Ministério da Saúde do Brasil, alinhado com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), não recomenda a revacinação de crianças que não desenvolveram a cicatriz da BCG. A dose única é considerada suficiente para conferir a imunidade esperada, e a revacinação não aumenta a proteção e pode até aumentar o risco de reações adversas locais.
Não, a ausência da cicatriz vacinal da BCG não significa que a criança não está imunizada. Estudos demonstram que a proteção contra as formas graves de tuberculose não está diretamente correlacionada com a presença ou tamanho da cicatriz.
De acordo com o Ministério da Saúde, não há necessidade de revacinar a criança na ausência da cicatriz vacinal da BCG. A dose única administrada ao nascer é considerada suficiente para conferir proteção.
A formação da cicatriz é uma reação inflamatória local à vacina, que varia entre os indivíduos devido a fatores genéticos, técnicos de aplicação e resposta imunológica individual. Sua ausência não reflete a eficácia da imunização sistêmica.
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