UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Lactente com 2 anos de idade, com relato de vômito e dor abdominal intensa, seguido de broncoespasmo 2 horas após ingesta de brigadeiro. Relato de broncoespasmo prévio durante infecção de vias aéreas superiores há 90 dias. Trazido a urgência pediátrica para atendimento, sendo evidenciado ao exame físico: Hipoatividade, palidez cutaneomucosa, hidratado limítrofe, dispneico, pálido OF: hiperemia de lábios Ap: sibilos difusos Fr: 58 ipm Tiragem intercostal e subcostal So₂: 90% em ar ambiente Ac: bcnf rcr 2t, ss FC: 180 bpm Pulsos amplos PCP: 1 seg Pa: 60x40 mmhg Abd: flácido, difusamente dolor a palpação, sem visceromegalia SN: hipoativo, ECG14 Sem edemas Sem lesões de pele Com base no quadro clínico acima, o provável diagnostico é:
Anafilaxia = Reação alérgica sistêmica grave, início súbito, multi-sistêmica (respiratório, cardiovascular, GI, pele), após exposição a alérgeno.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e de início súbito, caracterizada por envolvimento de múltiplos sistemas (respiratório, cardiovascular, gastrointestinal, cutâneo) após exposição a um alérgeno. O tratamento de primeira linha é a adrenalina intramuscular.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, caracterizada por um início rápido e que pode levar ao choque. Em pediatria, é frequentemente desencadeada por alergias alimentares (como leite, ovo, amendoim) ou picadas de insetos. O reconhecimento precoce é crucial, pois a progressão dos sintomas pode ser rápida e o atraso no tratamento aumenta o risco de desfechos adversos. A fisiopatologia envolve uma reação de hipersensibilidade tipo I mediada por IgE, resultando na liberação maciça de mediadores inflamatórios de mastócitos e basófilos. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas agudos que afetam dois ou mais sistemas (pele, respiratório, gastrointestinal, cardiovascular) após a exposição a um alérgeno conhecido ou provável. Sinais como hipotensão, sibilos difusos, vômitos e dor abdominal intensa, como no caso apresentado, são altamente sugestivos. O tratamento de emergência da anafilaxia é a administração imediata de adrenalina intramuscular, que reverte a broncoconstrição, a vasodilatação e a hipotensão. Além da adrenalina, o suporte ventilatório e hemodinâmico é fundamental, incluindo oxigenoterapia, fluidos intravenosos e, se necessário, vasopressores. A prevenção de futuras reações através da identificação e evitação de alérgenos, e o porte de autoinjetores de adrenalina, são medidas essenciais para pacientes com histórico de anafilaxia.
Os principais sinais e sintomas da anafilaxia em crianças incluem manifestações cutâneas (urticária, angioedema, eritema), respiratórias (dispneia, sibilos, estridor, tosse), gastrointestinais (vômitos, dor abdominal, diarreia) e cardiovasculares (taquicardia, hipotensão, palidez, tontura). O envolvimento de múltiplos sistemas é um forte indicativo.
O tratamento de primeira linha para a anafilaxia é a adrenalina (epinefrina) intramuscular. A dose recomendada é de 0,01 mg/kg (máximo de 0,5 mg) da solução 1:1000, administrada na face anterolateral da coxa. A repetição da dose pode ser necessária a cada 5-15 minutos se não houver melhora clínica.
A anafilaxia se diferencia de outras reações alérgicas ou asma pela sua gravidade e pelo envolvimento de múltiplos sistemas do corpo, com início súbito após a exposição a um alérgeno. Enquanto a asma se restringe principalmente ao sistema respiratório, a anafilaxia pode causar choque, hipotensão e comprometimento de órgãos vitais, exigindo intervenção imediata.
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