Sarampo em Lactentes: Diagnóstico e Sinais Chave

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Lactente de cinco meses, previamente hígido, foi atendido com febre alta e prostração há 12 horas. A mãe relata início do quadro há 72 horas com tosse, coriza e diarreia aquosa, que evoluiu nas últimas horas para o quadro atual. Exame físico: prostrado, T.ax.: 40ºC, FR: 50 irpm, hiperemia intensa de conjuntivas com secreção purulenta bilateral e hiperemia de orofaringe e exantema morbiliforme notado inicialmente na região retroauricular com disseminação para tronco e membros. Não apresenta tiragem, nem rigidez de nuca. Qual é o provável diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Sarampo.
  2. B) Dengue.
  3. C) Meningococcemia.
  4. D) Doença de Kawasaki.

Pérola Clínica

Lactente com pródromos (tosse, coriza, conjuntivite) + febre alta + exantema morbiliforme retroauricular → Sarampo.

Resumo-Chave

O quadro clínico descrito, com pródromos de tosse, coriza e conjuntivite (hiperemia conjuntival com secreção), seguidos de febre alta e exantema morbiliforme que se inicia na região retroauricular e se dissemina, é altamente sugestivo de sarampo. A diarreia também pode ser um sintoma associado.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada pelo vírus RNA da família Paramyxoviridae. Apesar da existência de uma vacina eficaz, surtos ainda ocorrem, tornando seu diagnóstico e manejo cruciais para a saúde pública. É uma doença de notificação compulsória. A epidemiologia mostra que crianças não vacinadas são o grupo de maior risco, e a doença pode ser grave em lactentes e imunocomprometidos. A fisiopatologia envolve a replicação viral no trato respiratório, disseminação linfática e viremia, culminando na erupção cutânea e outros sintomas. O período de incubação é de 7 a 18 dias. O diagnóstico é clínico, baseado nos pródromos característicos (febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e, ocasionalmente, manchas de Koplik) e no exantema maculopapular morbiliforme, que surge primeiro na face e retroauricular, disseminando-se para o tronco e membros. Não há tratamento antiviral específico para o sarampo; o manejo é de suporte. Isso inclui hidratação, antitérmicos e tratamento de complicações. A suplementação de vitamina A é recomendada para todas as crianças com sarampo, especialmente em países em desenvolvimento, para reduzir a morbidade e mortalidade. A prevenção primária é a vacinação com a tríplice viral (SCR), administrada aos 12 meses e um reforço aos 15 meses de idade.

Perguntas Frequentes

Quais são os pródromos clássicos do sarampo?

Os pródromos clássicos do sarampo, que duram de 2 a 4 dias antes do exantema, incluem febre alta, mal-estar, tosse seca, coriza e conjuntivite (olhos avermelhados e lacrimejantes). As manchas de Koplik, embora patognomônicas, são transitórias e nem sempre presentes.

Como o exantema do sarampo se manifesta e evolui?

O exantema do sarampo é maculopapular (morbiliforme), eritematoso, e inicia-se tipicamente na região retroauricular e face, disseminando-se progressivamente para o tronco e membros em sentido craniocaudal. Desaparece na mesma ordem em que surgiu, podendo deixar uma descamação fina.

Qual a importância da vacinação contra o sarampo?

A vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo, uma doença altamente contagiosa com potencial para complicações graves como pneumonia, encefalite e óbito, especialmente em crianças pequenas e imunocomprometidos. A vacina tríplice viral (SCR) é parte do calendário básico de imunização.

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