Hemofilia em Lactentes: Diagnóstico e Investigação de Sangramentos

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Lactente, masculino, 1 ano e 2 meses, procura a UPA por apresentar edema e grande hematoma em joelho D, após queda da própria altura. A mãe refere que com frequência aparecem hematomas e equimoses, mesmo com pequenos traumas, e que houve sangramento abundante nas erupções dentárias. Qual alternativa apresenta a melhor associação entre a principal hipótese e a investigação diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Púrpura Trombocitopênica Imunológica / Mielograma
  2. B) Leucemia Linfoide Aguda / Mielograma
  3. C) Hemofilia / Coagulograma
  4. D) Síndrome de Wiskott-Aldrich / Hemograma e Coagulograma

Pérola Clínica

Lactente com hematomas/sangramentos recorrentes após pequenos traumas → suspeitar hemofilia; investigar com coagulograma.

Resumo-Chave

Em lactentes com sangramentos e hematomas desproporcionais ao trauma, especialmente em articulações, a hemofilia é a principal hipótese. A investigação diagnóstica inicial deve incluir um coagulograma completo para avaliar os tempos de coagulação e direcionar a dosagem dos fatores.

Contexto Educacional

A hemofilia é um distúrbio hemorrágico hereditário ligado ao cromossomo X, caracterizado pela deficiência de fatores de coagulação (fator VIII na hemofilia A e fator IX na hemofilia B). Em lactentes, a doença pode se manifestar com sangramentos e hematomas desproporcionais a pequenos traumas, como quedas da própria altura, ou sangramentos prolongados após procedimentos como a erupção dentária. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em meninos, e a história familiar de sangramentos é um dado relevante, embora cerca de um terço dos casos possa surgir de mutações espontâneas. O diagnóstico inicial da hemofilia é feito através de um coagulograma. Tipicamente, o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) estará prolongado, enquanto o tempo de protrombina (TP) e a contagem de plaquetas estarão normais. Após a suspeita levantada pelo coagulograma, o diagnóstico é confirmado pela dosagem específica dos fatores VIII e IX. A gravidade da doença está diretamente relacionada ao nível residual do fator de coagulação. Para residentes, é vital reconhecer os sinais de alerta de distúrbios de coagulação em crianças e saber a sequência correta de investigação. A intervenção precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações graves, como as hemartroses recorrentes que podem levar a artropatia hemofílica crônica. A educação dos pais sobre o manejo e a prevenção de traumas também faz parte do cuidado integral desses pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas mais comuns de hemofilia em lactentes?

Em lactentes, os sinais incluem hematomas desproporcionais ao trauma, sangramentos prolongados após procedimentos (circuncisão, erupção dentária) e, mais tardiamente, hemartroses (sangramentos articulares).

Qual a importância do coagulograma na investigação da hemofilia?

O coagulograma, especialmente o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) prolongado, é crucial para levantar a suspeita de hemofilia, indicando deficiência de fatores da via intrínseca da coagulação. O tempo de protrombina (TP) e o tempo de sangramento (TS) geralmente são normais.

Como diferenciar hemofilia de outras causas de sangramento em crianças?

A hemofilia se caracteriza por sangramentos profundos (articulares, musculares) e hematomas, enquanto distúrbios plaquetários (como PTI) tendem a causar sangramentos superficiais (petéquias, púrpuras, epistaxe). A história familiar também é um forte indicativo para hemofilia.

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