HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2015
A elevação do lactato sérico reflete:
↑ Lactato sérico = ↑ glicólise anaeróbia, refletindo hipóxia tecidual ou disfunção metabólica.
A elevação do lactato sérico é um marcador importante de metabolismo anaeróbico, que ocorre quando há um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio nos tecidos (hipóxia tecidual) ou uma disfunção no metabolismo oxidativo. Isso leva à produção excessiva de lactato a partir do piruvato, em vez de sua entrada no ciclo de Krebs.
O lactato sérico é um biomarcador fundamental na medicina de emergência e terapia intensiva, refletindo o estado metabólico e a perfusão tecidual do paciente. Sua elevação, conhecida como hiperlactatemia, é primariamente um indicativo de aumento da glicólise anaeróbia. Isso ocorre quando a demanda de oxigênio dos tecidos excede a oferta (hipóxia tecidual), levando as células a produzir energia sem oxigênio, convertendo piruvato em lactato. A acidose lática é uma condição grave que pode resultar da hiperlactatemia, e suas causas são classicamente divididas em Tipo A (associada à hipóxia tecidual, como no choque, sepse, hipovolemia) e Tipo B (não associada à hipóxia macroscópica, como em doenças hepáticas, intoxicações, malignidades). A monitorização do lactato é vital para identificar precocemente estados de choque e hipoperfusão, guiar a ressuscitação volêmica e avaliar a resposta terapêutica. Embora a inflamação sistêmica e o catabolismo hepático possam influenciar o metabolismo do lactato, a causa direta da sua elevação significativa é o desequilíbrio entre produção e depuração, predominantemente devido à glicólise anaeróbia. Compreender a fisiopatologia do lactato é essencial para interpretar seus níveis e tomar decisões clínicas rápidas e eficazes, especialmente em pacientes críticos.
As principais causas incluem choque (séptico, cardiogênico, hipovolêmico), hipóxia tecidual, sepse, insuficiência hepática, intoxicações (metformina, cianeto) e certas condições metabólicas.
O lactato é produzido a partir do piruvato durante a glicólise, especialmente em condições anaeróbicas, quando o piruvato não pode entrar no ciclo de Krebs devido à falta de oxigênio ou disfunção mitocondrial.
A monitorização do lactato sérico é crucial para avaliar a gravidade de doenças agudas, como o choque e a sepse, guiar a ressuscitação e monitorar a resposta ao tratamento, indicando a adequação da perfusão tecidual.
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