UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Lactante, no 9º dia após o parto, se queixa de baixa produção de leite. Considerando esse caso, assinale a alternativa que descreve a fase da lactação que a paciente se encontra e a conduta indicada.
Baixa produção leite 9º dia pós-parto → Lactopoese, orientar técnica e ↑ frequência/duração amamentação.
A lactopoese é a fase de manutenção da produção de leite, que se inicia por volta do 9º dia pós-parto. A principal causa de baixa produção de leite é o manejo inadequado da amamentação, sendo a orientação da técnica e o aumento da frequência e duração das mamadas as condutas mais eficazes.
A lactação é um processo fisiológico complexo e vital para a nutrição do recém-nascido. Compreender suas fases é crucial para o manejo adequado de intercorrências. A baixa produção de leite é uma queixa comum no pós-parto, especialmente na fase de lactopoese, que se inicia por volta do 9º dia e é caracterizada pela manutenção da produção láctea. A fisiologia da lactopoese depende da remoção eficaz do leite da mama e da estimulação hormonal (prolactina e ocitocina). A principal causa de baixa produção é o manejo inadequado, como pega incorreta, mamadas infrequentes ou curtas. O diagnóstico é clínico, baseado na queixa materna e na avaliação da mamada. O tratamento da baixa produção de leite foca na otimização da amamentação: correção da pega, aumento da frequência e duração das mamadas, e esvaziamento completo da mama. Galactogogos farmacológicos são uma opção secundária, com indicação restrita e após falha das medidas não farmacológicas, devido aos seus efeitos colaterais. O prognóstico é geralmente bom com intervenção precoce e adequada.
A lactação é dividida em mamogênese (desenvolvimento da mama), lactogênese I (início da secreção de leite), lactogênese II (descida do leite, 2-5 dias pós-parto) e lactopoese (manutenção da produção, a partir do 9º dia).
A conduta inicial e mais importante é a avaliação e correção da técnica de amamentação, além de orientar o aumento da frequência e duração das mamadas para estimular a produção.
Galactogogos como metoclopramida ou sulpirida devem ser considerados apenas após a otimização completa do manejo da amamentação e em casos específicos, sob orientação médica, devido aos potenciais efeitos adversos.
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