Lacerações no Parto Vaginal: Manejo e Sutura

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Na assistência ao parto vaginal, está CORRETA somente a frase correspondente a qual alternativa?

Alternativas

  1. A) O toque retal é importante para determinar se a mucosa retal e o esfíncter anal estão intactos e deve ser efetuado em todos os partos vaginais após a dequitação da placenta;
  2. B) Lacerações de primeiro grau que não apresentem sangramentos ou deformação significativa da anatomia, independentemente de sua localização, não precisam ser suturadas;
  3. C) Os planos musculares profundos de lacerações de segundo grau, inclusive de episiotomias, devem ser aproximados com sutura contínua de fios absorvíveis e a pele suturada com fio inabsorvível, em pontos separados;
  4. D) Não está mais recomendado o uso de episiotomia na assistência ao parto vaginal, inclusive na assistência aos partos instrumentalizados com fórceps e vácuo extrator.

Pérola Clínica

Lacerações de 1º grau sem sangramento ativo ou deformidade significativa → não precisam de sutura.

Resumo-Chave

Lacerações de primeiro grau, que envolvem apenas pele e mucosa, se não apresentarem sangramento ativo ou alteração anatômica significativa, podem ser manejadas de forma expectante sem necessidade de sutura, priorizando a cicatrização natural.

Contexto Educacional

A assistência ao parto vaginal envolve o manejo adequado de diversas intercorrências, sendo as lacerações perineais uma das mais comuns. O conhecimento sobre a classificação e a conduta correta para cada tipo de laceração é fundamental para minimizar a morbidade materna e otimizar a recuperação pós-parto, sendo um tópico recorrente em provas de residência. As lacerações de primeiro grau afetam apenas a pele e a mucosa vaginal/perineal. A conduta para essas lacerações é expectante se não houver sangramento ativo ou deformidade anatômica significativa, permitindo a cicatrização por segunda intenção. Suturar desnecessariamente pode aumentar a dor e o risco de infecção. Já as lacerações de segundo grau envolvem também a musculatura perineal e geralmente requerem sutura. A episiotomia, antes prática rotineira, hoje é desaconselhada e reservada para indicações muito específicas devido ao aumento de morbidade. O toque retal pós-parto não é uma prática rotineira para avaliar a integridade retal, sendo mais indicado em casos de suspeita de laceração de terceiro ou quarto grau. A escolha do fio para sutura de planos profundos deve ser absorvível, e para a pele, pode-se usar absorvível ou inabsorvível, dependendo da preferência e técnica.

Perguntas Frequentes

Quando uma laceração de primeiro grau no parto vaginal não precisa ser suturada?

Lacerações de primeiro grau que envolvem apenas pele e mucosa, sem sangramento ativo ou deformação significativa da anatomia, não precisam ser suturadas e podem cicatrizar espontaneamente.

Qual a recomendação atual sobre o uso de episiotomia na assistência ao parto vaginal?

A episiotomia não é mais recomendada de rotina na assistência ao parto vaginal, devendo ser realizada apenas em situações clínicas específicas, como sofrimento fetal agudo ou distocia de ombro, para evitar morbidade materna.

Quais são os planos musculares envolvidos em uma laceração de segundo grau?

Lacerações de segundo grau envolvem a pele, mucosa e os músculos do períneo, mas não o esfíncter anal. Sua reparação requer a aproximação dos planos musculares e da pele.

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