PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Na assistência ao parto vaginal, está CORRETA somente a frase correspondente a qual alternativa?
Lacerações de 1º grau sem sangramento ativo ou deformidade significativa → não precisam de sutura.
Lacerações de primeiro grau, que envolvem apenas pele e mucosa, se não apresentarem sangramento ativo ou alteração anatômica significativa, podem ser manejadas de forma expectante sem necessidade de sutura, priorizando a cicatrização natural.
A assistência ao parto vaginal envolve o manejo adequado de diversas intercorrências, sendo as lacerações perineais uma das mais comuns. O conhecimento sobre a classificação e a conduta correta para cada tipo de laceração é fundamental para minimizar a morbidade materna e otimizar a recuperação pós-parto, sendo um tópico recorrente em provas de residência. As lacerações de primeiro grau afetam apenas a pele e a mucosa vaginal/perineal. A conduta para essas lacerações é expectante se não houver sangramento ativo ou deformidade anatômica significativa, permitindo a cicatrização por segunda intenção. Suturar desnecessariamente pode aumentar a dor e o risco de infecção. Já as lacerações de segundo grau envolvem também a musculatura perineal e geralmente requerem sutura. A episiotomia, antes prática rotineira, hoje é desaconselhada e reservada para indicações muito específicas devido ao aumento de morbidade. O toque retal pós-parto não é uma prática rotineira para avaliar a integridade retal, sendo mais indicado em casos de suspeita de laceração de terceiro ou quarto grau. A escolha do fio para sutura de planos profundos deve ser absorvível, e para a pele, pode-se usar absorvível ou inabsorvível, dependendo da preferência e técnica.
Lacerações de primeiro grau que envolvem apenas pele e mucosa, sem sangramento ativo ou deformação significativa da anatomia, não precisam ser suturadas e podem cicatrizar espontaneamente.
A episiotomia não é mais recomendada de rotina na assistência ao parto vaginal, devendo ser realizada apenas em situações clínicas específicas, como sofrimento fetal agudo ou distocia de ombro, para evitar morbidade materna.
Lacerações de segundo grau envolvem a pele, mucosa e os músculos do períneo, mas não o esfíncter anal. Sua reparação requer a aproximação dos planos musculares e da pele.
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