Lacerações Perineais no Parto: Classificação e Manejo

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Entre as afirmações consideradas corretas para assistir o parto vaginal de baixo risco, encontram-se as alternativas abaixo. Assinale a afirmativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) O período expulsivo é o segundo período do parto, que se inicia com a dilatação total da cérvice e termina com a expulsão do concepto.
  2. B) São considerados fenômenos mecânicos do parto: a rotação interna, desprendimento cefálico, rotação externa e desprendimento do ovóide córmico.
  3. C) Ocorrem puxos involuntários, quando a apresentação fetal faz pressão sobre o reto e músculos do assoalho pélvico, quando a dilatação se fez completa.
  4. D) As lacerações perineais do terceiro grau não necessitam sutura, ou, eventualmente, podem ser suturadas na pele e/ou mucosa sob anestesia local.

Pérola Clínica

Laceração perineal 3º grau = lesão esfíncter anal → SEMPRE sutura em centro cirúrgico com anestesia adequada.

Resumo-Chave

Lacerações perineais de terceiro grau envolvem o esfíncter anal externo e/ou interno. Elas são lesões complexas que exigem reparo cirúrgico cuidadoso, geralmente em ambiente de centro cirúrgico com anestesia regional ou geral, para garantir a restauração anatômica e funcional e prevenir complicações como incontinência fecal.

Contexto Educacional

A assistência ao parto vaginal de baixo risco é uma das habilidades fundamentais na obstetrícia, exigindo conhecimento detalhado das fases do parto e suas possíveis intercorrências. A compreensão dos fenômenos fisiológicos e mecânicos é essencial para um manejo seguro e eficaz, minimizando riscos para mãe e bebê. O período expulsivo, ou segundo período do parto, inicia-se com a dilatação cervical completa e termina com a expulsão do concepto. Durante este período, ocorrem fenômenos mecânicos complexos, como a rotação interna da cabeça fetal, o desprendimento cefálico e a rotação externa, que permitem a passagem do feto pelo canal de parto. Os puxos involuntários, reflexo da pressão da apresentação fetal sobre o assoalho pélvico, são cruciais para a progressão do parto. As lacerações perineais são comuns no parto vaginal, e sua correta classificação e manejo são vitais. Lacerações de terceiro grau, que envolvem o esfíncter anal, e de quarto grau, que se estendem à mucosa retal, são consideradas lesões complexas. Elas requerem reparo cirúrgico meticuloso, preferencialmente em centro cirúrgico e sob anestesia adequada, para restaurar a anatomia e função do assoalho pélvico e prevenir sequelas graves como a incontinência fecal.

Perguntas Frequentes

Como são classificadas as lacerações perineais no parto?

São classificadas em quatro graus: 1º grau (pele e mucosa vaginal), 2º grau (músculos do períneo, sem esfíncter), 3º grau (esfíncter anal externo e/ou interno) e 4º grau (mucosa retal).

Qual a importância do reparo adequado das lacerações de terceiro e quarto graus?

O reparo adequado é crucial para prevenir complicações a longo prazo, como incontinência fecal, dor perineal crônica e dispareunia, impactando significativamente a qualidade de vida da mulher.

Quais são os fenômenos mecânicos do parto vaginal?

Os fenômenos mecânicos incluem insinuação, descida, flexão, rotação interna, desprendimento (extensão), rotação externa (restauração) e desprendimento dos ombros e corpo.

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