Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Uma puérpera de 25 anos, G1P1, apresenta laceração de períneo após parto vaginal normal. O exame físico revela uma laceração perineal de segundo grau (envolvendo pele e músculos do períneo, sem lesão do esfíncter anal). A paciente está hemodinamicamente estável, mas refere dor moderada na região. Qual é a melhor conduta a ser adotada para assistência adequada a essa paciente?
Laceração perineal de 2º grau → reparo imediato em camadas (músculo e mucosa/pele) após exame cuidadoso para excluir lesão de esfíncter.
O reparo de lacerações de segundo grau é essencial no pós-parto imediato para restaurar a anatomia e função do períneo. É crucial um exame detalhado, incluindo toque retal, para classificar corretamente a lesão e não subestimar sua extensão, especialmente o envolvimento do esfíncter anal.
As lacerações perineais são comuns durante o parto vaginal, e sua correta classificação e manejo são fundamentais para a saúde e bem-estar da puérpera. As lacerações são classificadas em quatro graus: 1º grau (pele/mucosa), 2º grau (músculos do períneo), 3º grau (esfíncter anal externo/interno) e 4º grau (mucosa retal). Uma laceração de segundo grau, que envolve a musculatura perineal mas poupa o esfíncter anal, requer reparo cirúrgico imediato. A conduta expectante não é apropriada, pois a cicatrização por segunda intenção de planos musculares resulta em anatomia deficiente, dor, dispareunia e disfunção do assoalho pélvico. O objetivo do reparo é restaurar a anatomia normal, garantir a hemostasia e promover uma cicatrização adequada. Antes de iniciar a sutura, é imperativo realizar um exame sistemático e minucioso, incluindo um toque retal, para confirmar a integridade do esfíncter anal e da mucosa retal, excluindo assim uma lesão de terceiro ou quarto grau. O reparo é realizado sob anestesia adequada (local ou regional) e consiste na sutura dos planos musculares e, subsequentemente, da mucosa vaginal e da pele, utilizando fios absorvíveis. A técnica adequada minimiza a dor no pós-operatório e previne complicações a longo prazo.
Uma laceração de segundo grau envolve a lesão da pele do períneo, da mucosa vaginal e dos músculos do corpo perineal (como o bulbocavernoso e o transverso superficial), mas com preservação do complexo do esfíncter anal.
O reparo é feito em camadas. Primeiro, sutura-se o músculo perineal com pontos separados ou contínuos usando fio absorvível. Em seguida, a mucosa vaginal e a pele do períneo são fechadas, geralmente com uma sutura contínua (subcuticular para a pele).
As complicações incluem deiscência da sutura, infecção, hematoma, dor crônica, dispareunia (dor na relação sexual) e, se uma lesão de esfínter não for reconhecida, incontinência a flatos ou fezes.
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