UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar que representa um fator de risco para laceração perineal durante o parto:
Variedades occipitoposteriores → ↑ risco de laceração perineal no parto.
As variedades de posição occipitoposteriores aumentam o diâmetro de apresentação fetal e a duração do segundo estágio do trabalho de parto, resultando em maior pressão e estiramento sobre o períneo, elevando o risco de lacerações perineais graves.
As lacerações perineais são comuns durante o parto vaginal e podem variar de pequenas lesões de pele a extensas rupturas que afetam o esfíncter anal e a mucosa retal. A identificação e o manejo dos fatores de risco são cruciais para a prevenção e para a redução da morbidade materna, incluindo dor crônica, dispareunia e incontinência fecal. A compreensão desses fatores é fundamental para a prática obstétrica e para a preparação em provas de residência. Entre os fatores de risco, destacam-se a primiparidade, o peso fetal elevado (macrossomia), o segundo período do parto prolongado, o parto instrumental (fórceps ou vácuo extrator) e, de forma significativa, as variedades de posição occipitoposteriores. Nestas últimas, a apresentação fetal é menos favorável, resultando em um diâmetro maior da cabeça fetal na passagem pelo canal de parto e maior estiramento do períneo, aumentando a probabilidade de lacerações mais graves. A prevenção de lacerações perineais envolve uma série de estratégias, como o manejo ativo do segundo estágio do parto, o apoio perineal durante o coroamento, massagem perineal antenatal em primíparas e a restrição do uso de episiotomia a indicações clínicas bem definidas. O conhecimento aprofundado desses aspectos permite ao residente otimizar o cuidado à gestante e ao recém-nascido, minimizando complicações.
Os fatores de risco incluem primiparidade, peso fetal elevado (>4000g), variedades de posição occipitoposteriores, distocia de ombro, uso de fórceps ou vácuo extrator, e um segundo estágio do parto prolongado.
Nessas posições, a cabeça fetal se apresenta com um diâmetro maior e a rotação pode ser incompleta ou ausente, levando a um maior estiramento e trauma do períneo durante a passagem, aumentando o risco de lacerações.
Não, estudos demonstram que a episiotomia de rotina não previne lacerações perineais graves (grau III e IV) e pode até aumentar o risco de algumas delas. Seu uso deve ser restrito a indicações específicas.
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