ENARE/ENAMED — Prova 2022
Primigesta, 25 anos, entra em trabalho de parto, dando seguimento por via vaginal. Após a dequitação da placenta, o médico constatou uma laceração perineal, com acometimento da camada muscular, mas preservando o esfíncter anal. Não foi constatada ruptura cervical. Essa laceração trata-se de uma laceração
Laceração perineal de 2º grau = acomete musculatura perineal, mas preserva esfíncter anal.
As lacerações perineais são classificadas em graus conforme a profundidade do acometimento tecidual. A laceração de 2º grau envolve a pele, mucosa vaginal e musculatura do períneo, mas o esfíncter anal permanece intacto, diferenciando-a dos graus 3 e 4.
As lacerações perineais são ocorrências comuns durante o parto vaginal e sua correta classificação é fundamental para o manejo adequado e prevenção de complicações a longo prazo. A classificação é baseada na profundidade do acometimento tecidual. Uma laceração de 1º grau envolve apenas a pele do períneo e/ou a mucosa vaginal. A laceração de 2º grau, como descrita na questão, é caracterizada pelo acometimento da pele, da mucosa vaginal e da musculatura do períneo, mas com preservação do esfíncter anal. A distinção entre os graus é crucial para a conduta terapêutica e o prognóstico. Lacerações de 3º grau envolvem o esfíncter anal (interno e/ou externo), e as de 4º grau se estendem até a mucosa retal. A identificação precisa do grau da laceração é feita por meio de exame visual e toque retal cuidadoso após o parto, antes da sutura. A falha em reconhecer e reparar adequadamente uma laceração de grau mais elevado pode levar a complicações como incontinência fecal, dor perineal crônica e dispareunia. Para residentes em obstetrícia, o domínio da classificação e da técnica de reparo das lacerações perineais é uma habilidade essencial. O reparo de uma laceração de 2º grau geralmente envolve a sutura da musculatura perineal e da mucosa vaginal em planos separados, utilizando fios absorvíveis. Uma técnica cirúrgica meticulosa é importante para restaurar a anatomia funcional do períneo, minimizando o risco de morbidade para a paciente.
As lacerações perineais são classificadas em quatro graus: 1º grau (pele e mucosa vaginal), 2º grau (pele, mucosa e musculatura perineal, sem esfíncter anal), 3º grau (envolvimento do esfíncter anal) e 4º grau (envolvimento da mucosa retal).
A principal diferença está no acometimento do esfíncter anal. Na laceração de 2º grau, a musculatura perineal é afetada, mas o esfíncter anal está intacto. Na de 3º grau, há lesão do esfíncter anal, que pode ser parcial ou total.
Após a identificação, a laceração de 2º grau deve ser suturada em planos, restaurando a anatomia e função dos tecidos. É fundamental realizar uma boa hemostasia e garantir a aproximação adequada da musculatura para prevenir complicações futuras.
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