SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Assinale a alternativa que indica os principais músculos afetados nas lacerações de terceiro e quarto graus.
Lacerações 3º/4º graus = Lesão do esfíncter anal externo e/ou interno, podendo envolver o músculo elevador do ânus.
As lacerações perineais de terceiro e quarto graus são lesões obstétricas graves que afetam o complexo esfincteriano anal e, em casos de quarto grau, a mucosa retal. O músculo elevador do ânus, especialmente o ileococcígeo, pode ser afetado, contribuindo para disfunções.
As lacerações perineais de terceiro e quarto graus são lesões obstétricas significativas que ocorrem durante o parto vaginal, com uma incidência que varia de 0,5% a 5%. Elas representam um desafio clínico importante devido ao seu potencial de causar morbidade a longo prazo, principalmente incontinência anal, dor perineal crônica e dispareunia, impactando severamente a qualidade de vida da mulher. A classificação das lacerações perineais é crucial para o manejo adequado. As de terceiro grau envolvem o complexo do esfíncter anal (esfíncter anal externo e/ou interno), enquanto as de quarto grau se estendem através do esfíncter anal e da mucosa retal. O músculo elevador do ânus, que é composto por pubococcígeo, ileococcígeo e isquiococcígeo, é fundamental para o suporte do assoalho pélvico e a continência. Nas lacerações graves, o ileococcígeo e o pubococcígeo podem ser diretamente afetados, contribuindo para a disfunção. O manejo dessas lacerações exige um reparo cirúrgico meticuloso por um profissional experiente, preferencialmente em sala cirúrgica, com boa iluminação e analgesia. A técnica de reparo deve visar a restauração anatômica e funcional do esfíncter anal. O prognóstico depende da extensão da lesão, da técnica de reparo e do acompanhamento pós-operatório, que pode incluir fisioterapia do assoalho pélvico.
A laceração de terceiro grau envolve o esfíncter anal (externo e/ou interno), enquanto a de quarto grau, além do esfíncter, estende-se à mucosa retal, expondo o lúmen do reto.
Fatores de risco incluem primiparidade, macrossomia fetal, parto instrumentado (fórceps, vácuo), episiotomia mediana, apresentação occipitoposterior e trabalho de parto prolongado.
As complicações mais comuns são incontinência fecal (para gases e/ou fezes), dor perineal crônica, dispareunia, fístula retovaginal e infecção da ferida operatória.
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