Tratamento da Doença Aorto-Ilíaca: Kissing Stent

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso clínico a seguir. Paciente de 70 anos, tabagista inveterada, claudicante limitante, com alto risco cardiológico e passado de laparotomia exploradora por úlcera, tem doença estenótica intensamente calcificada grave apenas em bifurcação aorto-ilíaca (até terço proximal de ilíacas comuns). Ao exame ausência de pulsos femorais, evoluiu com dor isquêmica de repouso. A partir do caso descrito acima, qual é a conduta terapêutica mais adequada?

Alternativas

  1. A) Enxerto aorto (bi femoral).
  2. B) Angioplastia com stents revestidos (kissing stent).
  3. C) Embolectomia bilateral via femoral.
  4. D) Estímulo à caminhada, a fim de melhorar a colateralização.

Pérola Clínica

Doença aorto-ilíaca em alto risco cirúrgico → Kissing Stent (Endovascular).

Resumo-Chave

Em pacientes de alto risco cirúrgico com doença obstrutiva na bifurcação aorto-ilíaca, a técnica endovascular de 'kissing stent' é a conduta preferencial por ser menos invasiva.

Contexto Educacional

A doença obstrutiva aorto-ilíaca (Síndrome de Leriche quando completa) manifesta-se por claudicação de glúteos, ausência de pulsos femorais e disfunção erétil. O tratamento evoluiu do bypass aortobifemoral clássico para técnicas endovascualres avançadas. A técnica de 'kissing stent' é ideal para lesões que envolvem a origem das artérias ilíacas comuns. Em pacientes com 'abdome hostil' (laparotomias prévias) e alto risco cardiovascular, o acesso percutâneo femoral bilateral reduz complicações sistêmicas graves. A escolha da conduta deve sempre considerar a classificação TASC II e o perfil clínico do paciente.

Perguntas Frequentes

O que é a técnica de kissing stent?

Consiste no posicionamento e expansão simultânea de dois stents nas artérias ilíacas comuns, estendendo-se até a aorta distal, para tratar lesões na bifurcação sem ocluir o lado contralateral.

Quais as vantagens do tratamento endovascular na DAOP aorto-ilíaca?

Menor tempo de internação, menor perda sanguínea e redução drástica da morbimortalidade perioperatória, especialmente em pacientes com comorbidades graves.

Quando a cirurgia aberta ainda é preferível?

Em pacientes jovens, de baixo risco cirúrgico, com oclusões extensas (TASC D) onde a durabilidade a longo prazo do bypass supera os resultados do stent.

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