SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020
Josemar, 45 anos, separado há 7 anos, sem parceira fixa, retorna com alguns exames solicitados na consulta anterior, quando foi diagnosticado com HIV por meio de exames de rotina. Está assintomático. Resultados: HBsAg não reagente, anti-HBc total reagente, anti-vírus da hepatite A lgM e IgG não reagente, CD4 47, carga viral 63.217. Demais exames sem alterações. Realizou radiografia de tórax, mas ainda precisa pegar o resultado, e aguarda o agendamento da intradermorreação (PPD). Ele traz um registro de três doses de vacina contra tétano e difteria, realizado há 3 anos, quando se machucou com um prego. Além de reforçar o uso de preservativo, encaminhar para avaliação breve com infectologista e indicar vacina contra Streptococcus pneumoniae, a conduta deve incluir a prescrição de:
HIV com CD4 < 50 → Profilaxia PCP (SMX-TMP diário) + MAC (Azitromicina) + Vacinas (Hepatite A, Pneumocócica, Hib).
Pacientes com HIV e CD4 < 50 células/mm³ necessitam de profilaxia para Pneumocystis jirovecii pneumonia (PCP) com SMX-TMP diário e para Mycobacterium avium complex (MAC) com azitromicina. A vacinação para hepatite A e Haemophilus influenzae tipo b também é indicada, além da pneumocócica já mencionada.
O manejo de pacientes com HIV/AIDS, especialmente aqueles com imunossupressão grave (CD4 < 200 células/mm³), exige atenção rigorosa à profilaxia de infecções oportunistas e à vacinação. A contagem de CD4 é um marcador crucial da imunidade e guia as decisões terapêuticas e profiláticas, indicando o risco de desenvolvimento de diversas doenças. A profilaxia primária para infecções oportunistas é fundamental para prevenir morbidade e mortalidade. Para pacientes com CD4 < 200, a profilaxia para Pneumocystis jirovecii pneumonia (PCP) com sulfametoxazol-trimetoprima é padrão. Quando o CD4 cai abaixo de 50, a profilaxia para Mycobacterium avium complex (MAC) com macrolídeos (azitromicina ou claritromicina) torna-se necessária. Outras profilaxias, como para toxoplasmose, também são consideradas dependendo do CD4 e da sorologia. A vacinação é um pilar importante na prevenção de doenças em pessoas vivendo com HIV. Vacinas inativadas, como as contra Streptococcus pneumoniae, hepatite A e B, e Haemophilus influenzae tipo b, são recomendadas e seguras. No entanto, vacinas de vírus vivos atenuados, como a da febre amarela, são contraindicadas em pacientes com imunossupressão grave devido ao risco de doença disseminada. É essencial uma avaliação individualizada e o acompanhamento por um infectologista para otimizar o cuidado.
Para CD4 < 200, é indicada profilaxia para Pneumocystis jirovecii pneumonia (PCP) com sulfametoxazol-trimetoprima. Para CD4 < 50, adiciona-se profilaxia para Mycobacterium avium complex (MAC) com azitromicina.
São recomendadas vacinas inativadas como pneumocócica (conjugada e polissacarídica), hepatite A e B (se suscetível), e Haemophilus influenzae tipo b. Vacinas de vírus vivos atenuados, como febre amarela, são contraindicadas se CD4 < 200.
A vacina contra febre amarela é de vírus vivo atenuado e pode causar doença disseminada em pacientes gravemente imunossuprimidos, como aqueles com contagem de CD4 abaixo de 200 células/mm³.
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