FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2019
Jorge, MFC, está trabalhando numa equipe de saúde da família de uma UBS da zona rural há 3 meses. Na última reunião de equipe, estavam discutindo sobre instrumentos para realizar a vigilância em saúde do territírio. Ele comentou sobre a importância das informações para a programação das atividades de promoção, prevenção e assistenciais da equipe. Decidiram criar uma planilha para monitorar o acompanhamento das mulheres da área de abrangência da unidade que tivessem apresentado alguma alteração no exame preventivo de câncer de colo uterino. A enfermeira tinha conhecimento de uma mulher de 28 anos, sem outros problemas de saúde, que realizou o exame há 3 meses e teve o resultado de células escamosas atípicas de singificado indeterminado, possivelmente não neoplásicas (ASC-US). No entanto, ponderou que algumas mulheres realizavam a coleta do exame na unidade central. A equipe decidiu entrar em contato com a Vigilância em Saúde do município para ver se conseguia informações sobre os resultados desses exames. O sistema de informação que pode fornecer esses dados e a conduta mais adequada para a mulher de 28 anos são respectivamente:
SISCOLO = sistema de informação para câncer de colo uterino. ASC-US em mulher 25-29 anos → repetir citologia em 6-12 meses (9 meses conforme gabarito).
O SISCOLO é o sistema de informação oficial para o rastreamento do câncer de colo uterino no Brasil. Para mulheres de 25 a 29 anos com ASC-US, a conduta recomendada pelas diretrizes brasileiras é repetir a citologia em 6 meses, mas algumas bancas podem adotar 9 ou 12 meses.
A vigilância em saúde do câncer de colo uterino é fundamental para a redução da morbimortalidade. O Sistema de Informações do Câncer do Colo do Útero (SISCOLO) é a ferramenta essencial para o monitoramento e gerenciamento dos resultados dos exames citopatológicos em nível nacional, permitindo que as equipes de saúde acompanhem as mulheres com alterações. O resultado de Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado (ASC-US) é uma alteração citológica comum que requer acompanhamento. Para mulheres de 25 a 29 anos, como a do caso, as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil (2016) recomendam repetir a citologia em 6 meses. No entanto, é importante estar ciente de que algumas bancas ou diretrizes mais antigas podem indicar 9 ou 12 meses. A correta interpretação e conduta frente ao ASC-US são cruciais para evitar tanto a subinvestigação de lesões pré-cancerígenas quanto a superinvestigação desnecessária. A integração dos dados do SISCOLO com a prática clínica permite um rastreamento mais eficaz e a tomada de decisões baseadas em evidências para a saúde da mulher.
O SISCOLO (Sistema de Informações do Câncer do Colo do Útero) é um sistema nacional que coleta dados sobre os exames citopatológicos do colo uterino, permitindo o monitoramento do rastreamento e o planejamento de ações de controle do câncer cervical.
Para mulheres de 25 a 29 anos com ASC-US, as diretrizes do Ministério da Saúde recomendam repetir a citologia em 6 meses. No entanto, algumas provas podem considerar 9 ou 12 meses como opção, sendo crucial verificar a diretriz específica da banca.
O teste de HPV pode ser utilizado para triagem em mulheres com ASC-US a partir dos 30 anos, como forma de estratificar o risco e decidir sobre a necessidade de colposcopia.
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