CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2018
Considerando a via visual, o joelho de Willebrand corresponde às fibras da:
Joelho de Willebrand = Fibras inferonasais que cruzam e 'mergulham' no nervo óptico contralateral.
As fibras inferonasais da retina cruzam no quiasma e avançam anteriormente no nervo óptico oposto antes de seguirem para o trato óptico; lesões aqui causam defeitos campimétricos específicos.
O conhecimento da anatomia das vias visuais é indispensável para a localização topográfica de lesões neurológicas. O quiasma óptico é o local de decussação parcial, onde as fibras nasais cruzam para permitir a visão binocular e a representação do hemispaço visual no córtex contralateral. O Joelho de Willebrand é uma particularidade desse cruzamento, envolvendo as fibras inferonasais. Embora existam debates na literatura neuroanatômica recente sobre a existência real do joelho em tecidos vivos não processados, o modelo clássico é extremamente útil na prática clínica. Ele explica por que uma compressão assimétrica na transição nervo-quiasma não afeta apenas um olho, mas produz um defeito campimétrico 'juncional' que é patognomônico dessa região anatômica.
O Joelho de Willebrand refere-se a uma disposição anatômica das fibras nervosas no quiasma óptico. Especificamente, as fibras originadas na hemirretina nasal inferior (que captam o campo visual temporal superior) cruzam para o lado oposto e, antes de seguirem para o trato óptico contralateral, elas arqueiam anteriormente por cerca de 4 mm para dentro do nervo óptico contralateral. Embora alguns estudos anatômicos modernos questionem se isso é um artefato de fixação, o conceito permanece clinicamente fundamental para explicar padrões de perda de campo visual.
O Escotoma de Junction (ou escotoma juncional) ocorre em lesões localizadas na junção do nervo óptico com o quiasma. Devido à presença do Joelho de Willebrand, uma lesão nesse ponto comprime as fibras ipsilaterais do nervo óptico (causando perda de visão central ou escotoma central no olho ipsilateral) e também as fibras inferonasais do olho contralateral que estão fazendo a alça anterior. Isso resulta em um defeito no campo temporal superior do olho contralateral. É um sinal clássico de tumores como meningiomas do plano esfenoidal ou adenomas hipofisários.
Diferente das fibras da hemirretina nasal, que cruzam para o lado oposto (decussação), as fibras originadas na hemirretina temporal não cruzam. Elas permanecem ipsilaterais, seguindo pela porção lateral do quiasma óptico diretamente para o trato óptico do mesmo lado. Por essa razão, lesões que comprimem apenas a parte central do quiasma (como tumores de hipófise) afetam apenas as fibras nasais cruzadas, resultando na clássica hemianopsia bitemporal.
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