HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
João, 58 anos com hipertensão arterial sistêmica (Pressão arterial = 153×108mmHg), sem outras comorbidades. Com a orientação de mudanças no estilo de vida, a médica da UBS que o atendeu opta por iniciar a terapêutica anti-hipertensiva com a associação de dois fármacos: anlodípino e hidroclorotiazida. Qual das alternativas a seguir traz os efeitos adversos esperados para as medicações escolhidas?
Anlodipino → Edema perimaleolar; Hidroclorotiazida → Hiperuricemia e hipocalemia.
A combinação de anlodipino (bloqueador de canais de cálcio diidropiridínico) e hidroclorotiazida (diurético tiazídico) é comum na HAS. É essencial conhecer seus efeitos adversos: anlodipino frequentemente causa edema perimaleolar, enquanto hidroclorotiazida pode levar a hiperuricemia, hipocalemia e hiperglicemia.
O tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS) frequentemente envolve a combinação de diferentes classes de anti-hipertensivos para otimizar o controle pressórico e minimizar efeitos adversos. A associação de um bloqueador de canais de cálcio diidropiridínico, como o anlodipino, com um diurético tiazídico, como a hidroclorotiazida, é uma estratégia comum e eficaz. É fundamental que o médico esteja ciente dos perfis de efeitos adversos de cada fármaco para orientar o paciente e monitorar possíveis complicações. O anlodipino atua promovendo a vasodilatação arterial, o que pode levar a efeitos adversos como cefaleia, rubor facial e, notavelmente, edema perimaleolar. Este edema é resultado da dilatação preferencial das arteríolas em relação às vênulas, aumentando a pressão hidrostática capilar e o extravasamento de fluido para o espaço intersticial. Não é um sinal de insuficiência cardíaca, mas sim um efeito colateral comum e dose-dependente. A hidroclorotiazida, por sua vez, age inibindo o cotransportador de sódio e cloreto no túbulo contorcido distal, aumentando a excreção de sódio, cloreto e água. Seus efeitos adversos metabólicos incluem hipocalemia, hiponatremia, hiperglicemia e hiperuricemia, devido à competição pela excreção tubular de urato. O conhecimento desses efeitos permite um manejo proativo, como a suplementação de potássio ou o monitoramento de ácido úrico e glicemia, garantindo a segurança e adesão do paciente ao tratamento.
O anlodipino, um bloqueador de canais de cálcio diidropiridínico, causa dilatação arteriolar mais pronunciada que a venular, resultando em aumento da pressão hidrostática capilar e extravasamento de fluido para o interstício, especialmente nas extremidades.
A hidroclorotiazida pode causar hipocalemia, hiponatremia, hipercalcemia, hiperuricemia (pela redução da excreção de urato) e hiperglicemia (pela diminuição da liberação de insulina e aumento da resistência à insulina).
Essa combinação é indicada para pacientes com hipertensão arterial que não atingem a meta pressórica com monoterapia, ou como terapia inicial em pacientes com HAS estágio 2, especialmente aqueles com risco cardiovascular elevado.
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