Preparo Pré-Operatório: Jejum e Manejo em Cirurgia Eletiva

MedEvo Simulado — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente do sexo feminino, 32 anos de idade, solteira, com histórico de hipertensão arterial controlada por medicação e tabagista (meio maço/dia há 7 anos), será submetida a uma colecistectomia videolaparoscópica eletiva sob anestesia geral. Em relação ao preparo pré-operatório desta paciente, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Propor profilaxia para tromboembolismo venoso devido ao risco moderado associado à cirurgia videolaparoscópica e tabagismo.
  2. B) A paciente é classificada como ASA II, sendo mandatório o pedido de eletrocardiograma, hemograma completo e coagulograma.
  3. C) Não há necessidade de solicitar teste de gravidez, pois a idade da paciente a exclui do risco de gestação.
  4. D) É recomendado o consumo de bebida rica em carboidratos por via oral até 2 horas antes do procedimento cirúrgico.

Pérola Clínica

Jejum pré-operatório moderno: líquidos claros com carboidratos até 2h antes da cirurgia eletiva.

Resumo-Chave

As diretrizes atuais de jejum pré-operatório recomendam a ingestão de líquidos claros, incluindo bebidas ricas em carboidratos, até 2 horas antes de cirurgias eletivas em pacientes sem risco de aspiração. Isso visa reduzir a resistência à insulina, melhorar o conforto do paciente e acelerar a recuperação pós-operatória.

Contexto Educacional

O preparo pré-operatório é uma etapa fundamental para garantir a segurança e otimizar os resultados de qualquer procedimento cirúrgico. Ele envolve a avaliação do estado de saúde do paciente, a identificação e manejo de comorbidades, e a implementação de medidas para reduzir riscos. Para residentes, dominar esses conceitos é crucial para uma prática cirúrgica segura e eficaz. A avaliação de risco, como a classificação ASA (American Society of Anesthesiologists), ajuda a estratificar os pacientes. A paciente do caso, com hipertensão controlada e tabagismo, seria classificada como ASA II. O tabagismo é um fator de risco importante para complicações pulmonares e cardiovasculares, e a cessação pré-operatória é sempre recomendada. A profilaxia para tromboembolismo venoso (TEV) é essencial, especialmente em cirurgias abdominais e em pacientes com fatores de risco adicionais como o tabagismo. As diretrizes de jejum pré-operatório evoluíram significativamente. O jejum prolongado tradicional tem sido substituído por protocolos que permitem a ingestão de líquidos claros, incluindo bebidas ricas em carboidratos, até 2 horas antes da cirurgia. Essa prática, parte dos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), visa melhorar o conforto do paciente, reduzir a resistência à insulina e acelerar a recuperação, sem aumentar o risco de aspiração em pacientes de baixo risco.

Perguntas Frequentes

Qual a recomendação atual para o jejum de líquidos claros antes de uma cirurgia eletiva?

As diretrizes atuais, como as do protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), recomendam a ingestão de líquidos claros, incluindo bebidas ricas em carboidratos, até 2 horas antes de procedimentos cirúrgicos eletivos em pacientes sem risco aumentado de aspiração.

Por que é importante a ingestão de carboidratos no pré-operatório?

A ingestão de bebidas ricas em carboidratos no pré-operatório visa reduzir a resistência à insulina induzida pelo estresse cirúrgico, diminuir a perda de massa muscular, melhorar o conforto do paciente e potencialmente acelerar a recuperação pós-operatória.

Quais fatores de risco para tromboembolismo venoso devem ser considerados no pré-operatório?

Fatores de risco para TEV incluem idade avançada, obesidade, tabagismo, uso de contraceptivos orais, histórico de TEV, malignidade, imobilização prolongada e o tipo de cirurgia. A colecistectomia videolaparoscópica, embora minimamente invasiva, ainda confere um risco que, somado ao tabagismo, justifica a profilaxia.

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