Jejum Pré-Operatório: Novas Diretrizes e Protocolos ERAS

MedEvo Simulado — Prova 2025

Enunciado

Maria Clara, 32 anos, casada, sem comorbidades conhecidas, com histórico de tabagismo leve (5 cigarros/dia) há 8 anos, está agendada para uma herniorrafia inguinal videolaparoscópica eletiva sob anestesia geral. Em relação à avaliação e ao preparo pré-operatório desta paciente, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Apesar de ser considerada uma paciente ASA I, a solicitação de eletrocardiograma, hemograma completo e coagulograma é mandatório para todas as cirurgias sob anestesia geral.
  2. B) Devido ao histórico de tabagismo, a profilaxia medicamentosa para tromboembolismo venoso é automaticamente indicada, independentemente de outros fatores de risco.
  3. C) Considerando a idade da paciente e a ausência de métodos contraceptivos registrados no prontuário, o teste de gravidez não é um exame pré-operatório de rotina para cirurgias eletivas.
  4. D) A ingestão de líquidos claros e bebidas ricas em carboidratos pode ser permitida até duas horas antes da indução anestésica, como parte dos protocolos de recuperação otimizada.

Pérola Clínica

Jejum pré-operatório: líquidos claros e carboidratos até 2h antes da indução anestésica, conforme protocolos ERAS.

Resumo-Chave

Protocolos de recuperação otimizada (ERAS) permitem a ingestão de líquidos claros e bebidas ricas em carboidratos até 2 horas antes da indução anestésica, visando reduzir o estresse metabólico e melhorar o conforto do paciente, contrariando o jejum prolongado tradicional.

Contexto Educacional

A avaliação e o preparo pré-operatório são etapas cruciais para a segurança do paciente e o sucesso cirúrgico, especialmente em procedimentos sob anestesia geral. A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) estratifica o risco anestésico, sendo ASA I para pacientes saudáveis. A compreensão das diretrizes modernas de jejum e exames pré-operatórios é fundamental para residentes. Tradicionalmente, o jejum prolongado era a norma. No entanto, os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) revolucionaram essa abordagem, permitindo a ingestão de líquidos claros e bebidas ricas em carboidratos até 2 horas antes da cirurgia. Isso visa otimizar o estado metabólico do paciente, reduzir o estresse cirúrgico e acelerar a recuperação, minimizando a sede e a fome. A solicitação de exames pré-operatórios deve ser individualizada, baseada na idade, comorbidades e tipo de cirurgia, e não de forma universal. Para pacientes ASA I jovens e saudáveis, muitos exames de rotina não são custo-efetivos nem necessários. O tabagismo, mesmo leve, é um fator de risco que deve ser abordado, mas a profilaxia para tromboembolismo venoso depende de uma avaliação multifatorial de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são as diretrizes atuais para jejum pré-operatório de líquidos claros?

As diretrizes atuais, como as dos protocolos ERAS, permitem a ingestão de líquidos claros (água, chá, café sem leite, sucos sem polpa) até 2 horas antes da indução anestésica para cirurgias eletivas.

Por que bebidas ricas em carboidratos são permitidas antes da cirurgia?

Bebidas ricas em carboidratos são permitidas para reduzir a resistência à insulina pós-operatória, diminuir o catabolismo e melhorar o bem-estar do paciente, contribuindo para uma recuperação mais rápida.

Quais exames pré-operatórios são mandatórios para pacientes ASA I em cirurgias eletivas?

Para pacientes ASA I jovens e sem comorbidades, exames de rotina como ECG, hemograma e coagulograma não são mandatórios e devem ser solicitados apenas se houver indicação clínica específica, baseada na história e exame físico.

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