SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2022
Sobre nutrição em cirurgia é CORRETO afirmar:
Jejum pré-operatório pode ser abreviado para 2h com líquidos carboidratados.
A abreviação do jejum pré-operatório com líquidos contendo carboidratos é uma prática segura e benéfica, parte dos protocolos de recuperação aprimorada pós-cirurgia (ERAS), visando reduzir o estresse metabólico e a resistência à insulina, sem aumentar o risco de aspiração.
A nutrição em cirurgia é um componente crítico do cuidado perioperatório, influenciando diretamente a recuperação do paciente, a incidência de complicações e o tempo de internação. O manejo nutricional adequado visa otimizar o estado metabólico do paciente, minimizar o catabolismo e promover a cicatrização e a função imunológica. As diretrizes atuais enfatizam a importância de uma abordagem individualizada e precoce. Historicamente, o jejum pré-operatório prolongado era a norma, mas as evidências atuais, especialmente com os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), demonstram que a abreviação do jejum para 2 horas para líquidos claros contendo carboidratos é segura e benéfica. Essa prática reduz o estresse metabólico, a resistência à insulina e o desconforto do paciente. A via enteral é sempre preferencial quando o trato gastrointestinal está funcionante, pois mantém a integridade da barreira intestinal e é mais fisiológica. A nutrição parenteral é reservada para situações onde a via enteral é contraindicada ou insuficiente, como em obstrução intestinal completa, íleo prolongado ou fístulas de alto débito. No pós-operatório de cirurgias gastrointestinais, a via oral pode ser iniciada precocemente, muitas vezes sem necessidade de avaliação prévia do trânsito intestinal, dependendo do tipo de cirurgia e da recuperação do paciente. Pacientes em cirurgias de emergência podem necessitar de suporte nutricional, mas a via parenteral não é a única opção e deve ser avaliada caso a caso.
A abreviação do jejum pré-operatório com líquidos ricos em carboidratos é recomendada para reduzir o estresse metabólico, a resistência à insulina, a perda de massa muscular e o desconforto do paciente, sem aumentar o risco de aspiração em pacientes selecionados.
A via nutricional preferencial em pacientes cirúrgicos é a enteral, pois mantém a integridade da mucosa intestinal, previne a translocação bacteriana e é mais fisiológica e segura do que a nutrição parenteral, sempre que o trato gastrointestinal estiver funcionante.
A nutrição parenteral é indicada quando o trato gastrointestinal não está funcionante ou não pode ser acessado, como em casos de obstrução intestinal completa, íleo prolongado, fístulas de alto débito ou síndrome do intestino curto, e quando a nutrição enteral é insuficiente ou contraindicada por mais de 5-7 dias.
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