MedEvo Simulado — Prova 2025
Uma paciente de 32 anos, casada, sem comorbidades conhecidas, com histórico de tabagismo de 10 cigarros/dia por 8 anos, está agendada para uma colecistectomia videolaparoscópica eletiva. Ela não faz uso de medicações contínuas. Durante a avaliação pré-operatória, diversas orientações e exames são considerados para otimizar a segurança do procedimento. Em relação à avaliação e ao preparo pré-operatório desta paciente, qual das seguintes afirmações é a MAIS ADEQUADA:
Jejum para líquidos claros com carboidratos: permitido até 2h antes da indução anestésica.
As diretrizes atuais de jejum pré-operatório são mais flexíveis do que as antigas, permitindo a ingestão de líquidos claros (incluindo aqueles com carboidratos) até duas horas antes da indução anestésica. Isso visa reduzir o desconforto do paciente, melhorar a recuperação e diminuir a resistência à insulina pós-operatória, sem aumentar o risco de aspiração pulmonar.
A avaliação e o preparo pré-operatório são etapas cruciais para garantir a segurança e otimizar os desfechos de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos eletivos. As diretrizes modernas buscam um equilíbrio entre a segurança do paciente e o conforto, incorporando avanços no conhecimento fisiológico e na prática anestésica. A colecistectomia videolaparoscópica, sendo um procedimento comum, exige uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. Historicamente, o jejum pré-operatório era prolongado para todos os tipos de alimentos e líquidos, visando prevenir a aspiração pulmonar. No entanto, estudos recentes e a implementação de protocolos de Recuperação Aprimorada Pós-Cirurgia (ERAS) demonstraram que a ingestão de líquidos claros, inclusive com carboidratos, até duas horas antes da indução anestésica é segura e benéfica. Essa prática reduz o desconforto, a sede, a fome e a resistência à insulina, contribuindo para uma recuperação mais rápida e menos complicações. Outros aspectos importantes da avaliação pré-operatória incluem a estratificação do risco cirúrgico (ex: classificação ASA), a solicitação de exames laboratoriais de acordo com a idade, comorbidades e tipo de cirurgia (não são mandatórios para todos os pacientes ASA I/II), e a profilaxia de tromboembolismo venoso, que deve ser baseada em escores de risco individualizados. Para pacientes em idade fértil, o teste de gravidez é recomendado, independentemente do estado civil ou desejo de engravidar, para evitar a exposição fetal a agentes anestésicos e cirúrgicos em caso de gestação não diagnosticada.
As recomendações atuais permitem a ingestão de líquidos claros (água, sucos sem polpa, chá, café preto, bebidas isotônicas) até duas horas antes da indução anestésica. Para alimentos sólidos, o jejum mínimo é de seis a oito horas, dependendo do tipo de alimento.
A ingestão de líquidos claros contendo carboidratos antes da cirurgia, como parte dos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), ajuda a reduzir a resistência à insulina pós-operatória, minimiza a perda de massa muscular, melhora o bem-estar do paciente e pode acelerar a recuperação.
Em pacientes tabagistas, a avaliação pré-operatória é crucial para identificar e mitigar riscos pulmonares e cardiovasculares. Recomenda-se a cessação do tabagismo pelo menos 4-8 semanas antes da cirurgia para reduzir complicações respiratórias, infecciosas e de cicatrização. A profilaxia de tromboembolismo venoso deve ser individualizada, não universalmente elevada apenas pelo tabagismo em cirurgias de baixo risco.
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