FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Quanto aos cuidados pré e pós‑operatórios, assinale a alternativa incorreta.
Opiáceos em excesso pós-op → ↓ deambulação precoce e ↑ complicações.
A alternativa C está incorreta. Embora o controle da dor seja crucial para a deambulação precoce, o uso excessivo ou inadequado de opiáceos pode causar sedação, náuseas, vômitos e constipação, dificultando a mobilização e aumentando o risco de complicações pós-operatórias. O objetivo é analgesia multimodal com menor dose de opiáceos.
Os cuidados pré e pós-operatórios são pilares fundamentais para o sucesso de qualquer procedimento cirúrgico, visando otimizar as condições do paciente antes da cirurgia e promover uma recuperação rápida e sem complicações. Este tema é de extrema importância para residentes de cirurgia, anestesiologia e clínica médica, pois abrange desde a avaliação do risco nutricional até o manejo da dor e a mobilização precoce, impactando diretamente os desfechos clínicos e a segurança do paciente. No período pré-operatório, a avaliação nutricional é crítica. Perdas de peso significativas (>10% em 6 meses ou >5% em 30 dias) indicam risco nutricional grave e podem justificar terapia nutricional pré-operatória. O jejum para sólidos por 6-8 horas é uma prática padrão para prevenir aspiração. No pós-operatório, a deambulação precoce é incentivada para prevenir complicações como trombose venosa profunda e atelectasias. A dieta oral deve ser reintroduzida o mais cedo possível, como após colecistectomia laparoscópica, onde líquidos podem ser iniciados no mesmo dia. O manejo da dor é um componente crucial do pós-operatório, mas deve ser equilibrado. Embora os opiáceos sejam potentes analgésicos, seu uso excessivo pode levar a efeitos colaterais que, paradoxalmente, dificultam a deambulação precoce e a recuperação. A estratégia ideal é a analgesia multimodal, combinando diferentes classes de medicamentos (AINEs, paracetamol, bloqueios regionais) para otimizar o controle da dor com doses menores de opiáceos, minimizando seus efeitos adversos e facilitando a mobilização e a alta hospitalar.
As diretrizes atuais recomendam jejum de sólidos por 6 a 8 horas e de líquidos claros por 2 horas antes da cirurgia eletiva. Isso visa reduzir o risco de aspiração pulmonar sem prolongar desnecessariamente o período de jejum.
A terapia nutricional pré-operatória por 5 a 7 dias é indicada em cirurgias de grande porte, mesmo sem desnutrição grave aparente, para otimizar o estado nutricional do paciente e reduzir complicações pós-operatórias, especialmente em pacientes com risco nutricional.
O uso excessivo de opiáceos pode causar sedação, tontura, náuseas, vômitos e constipação, efeitos que dificultam a mobilização e a deambulação precoce, apesar de controlarem a dor. A estratégia ideal é a analgesia multimodal para minimizar os efeitos adversos.
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