UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2024
Paciente feminina, 21 anos, sem comorbidades ou alergias medicamentosas, com hérnia umbilical redutível e sintomática. Qual a conduta correta no pré-operatório de herniorrafia umbilical para esta paciente?
Jejum pré-operatório para líquidos claros = 2 horas em pacientes saudáveis para cirurgias eletivas.
As diretrizes atuais de jejum pré-operatório permitem a ingestão de líquidos claros até 2 horas antes da cirurgia em pacientes saudáveis, visando melhorar o conforto e reduzir a resistência à insulina. Para uma paciente jovem e sem comorbidades submetida a herniorrafia, exames extensos e profilaxia tromboembólica farmacológica não são indicados.
A avaliação pré-operatória é um componente fundamental da segurança do paciente em cirurgia. Para pacientes jovens e saudáveis, como a descrita na questão, a abordagem deve ser minimamente invasiva, focando em otimizar as condições para o procedimento sem sobrecarregar o sistema de saúde com exames desnecessários. A herniorrafia umbilical é considerada uma cirurgia de baixo risco. As diretrizes de jejum pré-operatório evoluíram significativamente. Antigamente, o jejum prolongado para todos os tipos de alimentos e líquidos era a norma. Atualmente, sabe-se que líquidos claros podem ser ingeridos até 2 horas antes da indução anestésica, o que melhora o conforto do paciente, reduz a sede e a fome, e pode até diminuir a resistência à insulina pós-operatória. O risco de aspiração pulmonar com líquidos claros é mínimo nesse período. Em relação aos exames pré-operatórios, a solicitação deve ser guiada pelo risco do paciente (classificação ASA) e pelo tipo de cirurgia. Para uma paciente ASA I submetida a uma cirurgia de baixo risco, exames como hemograma, glicemia, coagulograma (TAP/PTTa) e EAS não são rotineiramente indicados, a menos que haja alguma suspeita clínica específica. A profilaxia para tromboembolismo venoso também não é indicada farmacologicamente em pacientes de baixo risco, sendo a deambulação precoce a principal medida.
As diretrizes atuais, como as da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA), recomendam um jejum mínimo de 2 horas para líquidos claros (água, sucos sem polpa, chá, café preto) antes de procedimentos que requerem anestesia geral ou sedação.
Em pacientes jovens, assintomáticos e sem comorbidades (ASA I), para cirurgias de baixo risco, a solicitação rotineira de exames como TAP/PTTa ou EAS não é custo-efetiva e não altera o manejo, sendo reservada para indicações específicas.
A classificação ASA I refere-se a um paciente saudável, sem doença sistêmica, que não fuma, não bebe álcool regularmente e não usa drogas recreativas. É o menor nível de risco cirúrgico.
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