AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2022
Sobre a ivermectina, analise as assertivas abaixo:I. Estrongiloidíase, oncocercose, filariose, ascaridíase e pediculose são algumas das doenças que podem ser combatidas com seu uso.II. Elevação dos níveis de creatinina e ureia podem acontecer em pacientes que utilizam a medicação devido a sua excreção renal.III. Seu uso em doses elevadas pode levar à crise de psicose, confusão mental e crises epilépticas.Quais estão corretas?
Ivermectina: antiparasitário de amplo espectro (estrongiloidíase, oncocercose, pediculose); toxicidade neurológica em altas doses.
A ivermectina é um antiparasitário eficaz contra diversas infecções por helmintos e ectoparasitas. Embora seja geralmente bem tolerada em doses terapêuticas, doses elevadas podem causar neurotoxicidade, incluindo sintomas como confusão mental e crises epilépticas.
A ivermectina é um fármaco antiparasitário de amplo espectro, derivado das avermectinas, utilizado no tratamento de diversas infecções por helmintos e ectoparasitas. Sua descoberta e aplicação revolucionaram o controle de doenças como a oncocercose e a estrongiloidíase, sendo considerada um medicamento essencial pela Organização Mundial da Saúde. As principais indicações da ivermectina incluem estrongiloidíase, oncocercose, filariose linfática, ascaridíase e ectoparasitoses como pediculose e escabiose. O mecanismo de ação envolve a ligação seletiva aos canais de cloreto controlados por glutamato em nervos e células musculares de invertebrados, levando à paralisia e morte do parasita. Embora geralmente bem tolerada em doses terapêuticas, a ivermectina pode causar efeitos adversos, sendo os mais comuns tontura, náuseas e diarreia. Em doses elevadas, pode atravessar a barreira hematoencefálica e causar neurotoxicidade, manifestando-se como confusão mental, psicose e crises epilépticas. Sua excreção é predominantemente fecal, após metabolização hepática, e não está associada à elevação de creatinina ou ureia por excreção renal.
A ivermectina é eficaz contra estrongiloidíase, oncocercose, filariose linfática, ascaridíase e ectoparasitoses como pediculose (piolhos) e escabiose (sarna).
Em doses elevadas, a ivermectina pode causar neurotoxicidade, manifestando-se como tontura, ataxia, tremores, confusão mental, psicose e, em casos graves, crises epilépticas e coma.
A ivermectina é extensivamente metabolizada no fígado pelo citocromo P450 (principalmente CYP3A4) e seus metabólitos são excretados predominantemente nas fezes, com menos de 1% da dose excretada na urina.
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