Drogas Sistêmicas em Dermatologia: Usos e Efeitos Adversos

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Quanto às drogas de uso sistêmico em dermatologia, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas

  1. A) Os efeitos colaterais hematológicos da diaminodifenilsulfona são hemólise, metahemoglobinemia, leucopenia e, muito raramente, agranulocitose.
  2. B) A ciclosporina é um potente inibidor da função do linfócito T auxiliar (CD4+).
  3. C) A ivermectina é ineficaz no tratamento da oncocercose e da filariose linfática por ter baixa absorção na linfa
  4. D) Os antimaláricos podem desencadear anemia hemolítica em portadores de deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase.
  5. E) A azatioprina pode desenvolver mielossupressão, que pode ser grave, mais comumente no início do tratamento.

Pérola Clínica

Ivermectina é altamente eficaz no tratamento da oncocercose e filariose linfática, com boa absorção e distribuição tecidual.

Resumo-Chave

A ivermectina é um antiparasitário de amplo espectro, fundamental no tratamento de doenças como oncocercose e filariose linfática, atuando contra microfilárias e larvas. Sua eficácia é bem estabelecida e não é limitada por baixa absorção na linfa, como erroneamente afirmado.

Contexto Educacional

O uso de drogas sistêmicas em dermatologia é fundamental para o tratamento de diversas condições cutâneas graves, crônicas ou refratárias a terapias tópicas. O conhecimento aprofundado da farmacologia, mecanismos de ação, indicações e, especialmente, dos efeitos colaterais dessas medicações é indispensável para a prática segura e eficaz, tanto para residentes quanto para profissionais experientes. Medicamentos como a diaminodifenilsulfona (DDS) são empregados em doenças como hanseníase e dermatite herpetiforme, mas exigem monitoramento rigoroso devido aos riscos hematológicos, como hemólise e metahemoglobinemia. A ciclosporina, um imunossupressor potente, é valiosa em psoríase grave e outras dermatoses inflamatórias, agindo primariamente na inibição dos linfócitos T. Antimaláricos, como a hidroxicloroquina, são úteis em lúpus cutâneo, mas demandam atenção para o risco de anemia hemolítica em pacientes com deficiência de G6PD. A ivermectina, um antiparasitário, destaca-se por sua eficácia em infestações como escabiose, pediculose, oncocercose e filariose linfática. Sua ação se dá por meio da ligação a canais de cloreto controlados por glutamato em invertebrados, causando paralisia e morte dos parasitas. A azatioprina, um agente imunossupressor e citotóxico, é empregada em doenças autoimunes e bolhosas, sendo a mielossupressão um de seus efeitos adversos mais sérios, especialmente no início do tratamento. O domínio dessas drogas é crucial para a tomada de decisão terapêutica em dermatologia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais efeitos colaterais hematológicos da diaminodifenilsulfona (DDS)?

A diaminodifenilsulfona (DDS) pode causar hemólise, metahemoglobinemia, leucopenia e, em casos raros, agranulocitose. A hemólise é particularmente comum em pacientes com deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD).

Qual o mecanismo de ação da ciclosporina na dermatologia?

A ciclosporina é um potente imunossupressor que atua inibindo a função dos linfócitos T auxiliares (CD4+). Ela impede a transcrição de genes para citocinas como a IL-2, essenciais para a proliferação e ativação dos linfócitos T, sendo utilizada em doenças autoimunes e inflamatórias da pele.

Por que a ivermectina é eficaz na oncocercose e filariose linfática?

A ivermectina é altamente eficaz na oncocercose e filariose linfática porque atua paralisando e matando as microfilárias e algumas formas adultas dos parasitas. Ela se liga seletivamente aos canais de íons cloreto controlados por glutamato em nervos e células musculares de invertebrados, levando à hiperpolarização e paralisia.

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