UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Homem, 63a, é admitido com história de dor precordial há 2 horas. Antecedentes Pessoais: hipertensão arterial sistêmica em uso de amlopidina e enalapril há 3 anos e tabagismo 30 maços/ano. À admissão: PA= 156x98mmHg. Eletrocardiograma: Iniciado tratamento com aspirina, clopidogrel, nitroglicerina e captopril. Paciente evolui com melhora dos sintomas. Após 2 horas sem queixas, volta a ter dor precordial.Eletrocardiograma: O MECANISMO FISIOPATOLÓGICO E A ARTÉRIA ACOMETIDA SÃO:
Dor precordial recorrente pós-melhora em paciente de risco → suspeitar de isquemia persistente/reinfarto, frequentemente ADA.
A recorrência da dor precordial após melhora inicial em um paciente com fatores de risco e tratamento para SCA sugere isquemia persistente ou reinfarto. A Artéria Descendente Anterior (ADA) é a mais frequentemente acometida em infartos da parede anterior, levando a um quadro de isquemia de alto risco.
A isquemia miocárdica recorrente em pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) é uma complicação grave que indica falha do tratamento inicial ou progressão da doença. É crucial para residentes reconhecerem essa condição, pois ela aumenta significativamente a morbimortalidade. A SCA, que inclui angina instável, IAM sem supra de ST e IAM com supra de ST, é uma das principais causas de mortalidade cardiovascular globalmente. Fisiopatologicamente, a isquemia recorrente geralmente resulta da persistência ou reoclusão de uma artéria coronária devido à instabilidade da placa aterosclerótica e formação de trombo. A Artéria Descendente Anterior (ADA) é a mais frequentemente envolvida em infartos da parede anterior, que podem ser extensos e de alto risco. A suspeita deve surgir com a recorrência dos sintomas após melhora inicial, exigindo nova avaliação eletrocardiográfica e de biomarcadores. O tratamento da isquemia recorrente exige uma abordagem agressiva, frequentemente incluindo otimização da terapia anti-isquêmica e antitrombótica, e, em muitos casos, uma estratégia de revascularização urgente, como angioplastia coronariana. O prognóstico depende da rapidez do reconhecimento e da intervenção, sendo um ponto crítico na formação do residente.
Os sinais incluem retorno ou piora da dor precordial, alterações dinâmicas no eletrocardiograma (como novas elevações ou depressões de ST) e elevação de biomarcadores cardíacos após um período de melhora inicial.
A conduta inicial envolve reavaliação clínica e eletrocardiográfica imediata, otimização da terapia anti-isquêmica (nitratos, betabloqueadores), e considerar intervenção coronariana percutânea urgente para restabelecer o fluxo sanguíneo.
A isquemia por aterotrombose é mais comum em pacientes com fatores de risco e responde a antiagregantes/anticoagulantes. O vasoespasmo pode ocorrer em coronárias normais ou com lesões mínimas, classicamente aliviado por nitratos, mas pode ser refratário e sem evidência de trombo.
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