SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024
Todo paciente sob suspeita de Síndrome Coronariana Aguda deve ser avaliado com Eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações e medição dos biomarcadores cardíacos séricos. Dentre os achados relevantes do ECG, a isquemia é constatada quando há:
Isquemia miocárdica no ECG → alterações do segmento ST (depressão) e da onda T (inversão/apiculamento).
A isquemia miocárdica no eletrocardiograma (ECG) é classicamente identificada por alterações na repolarização ventricular. Isso se manifesta como depressão do segmento ST (indicando isquemia subendocárdica) ou inversão/apiculamento da onda T (sugerindo isquemia). Essas alterações são dinâmicas e podem evoluir com o tempo, sendo cruciais para o diagnóstico de Síndrome Coronariana Aguda (SCA).
A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma emergência médica que se manifesta por um espectro de condições, desde a angina instável até o infarto agudo do miocárdio com ou sem supradesnivelamento do segmento ST. O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é uma ferramenta diagnóstica fundamental e deve ser realizado rapidamente em qualquer paciente com suspeita de SCA. A isquemia miocárdica, que é a base da SCA, reflete um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio. No ECG, a isquemia se manifesta principalmente por alterações na repolarização ventricular. As alterações mais características incluem a depressão do segmento ST, que pode ser horizontal ou descendente, e a inversão da onda T, que geralmente é simétrica e profunda. Essas alterações são dinâmicas e podem mudar ao longo do tempo, sendo crucial a realização de ECGs seriados. É importante diferenciar as alterações de isquemia das de lesão (supradesnivelamento de ST) e necrose (onda Q patológica), embora todas possam coexistir ou evoluir em um mesmo evento. A identificação precoce dessas alterações no ECG é vital para guiar a conduta terapêutica, como a reperfusão em casos de infarto com supradesnivelamento de ST, e para estratificar o risco em pacientes com SCA sem supradesnivelamento de ST.
As principais alterações do segmento ST que indicam isquemia são a depressão de ST, que pode ser horizontal, descendente ou ascendente, e geralmente sugere isquemia subendocárdica. O supradesnivelamento de ST, por outro lado, indica lesão miocárdica transmural aguda, que é uma forma mais grave de isquemia.
Na isquemia miocárdica, a onda T pode apresentar-se invertida (simétrica e profunda) ou apiculada (onda T hiperaguda e simétrica). A inversão da onda T é um sinal clássico de isquemia, enquanto as ondas T apiculadas podem ser um sinal precoce de isquemia transmural ou hipercalemia.
Isquemia é a falta de oxigenação e se manifesta por alterações do segmento ST (depressão) e da onda T (inversão/apiculamento). Lesão é o dano celular reversível ou irreversível, indicado pelo supradesnivelamento do segmento ST. Necrose é a morte celular irreversível, evidenciada pela presença de ondas Q patológicas.
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