ECG na Isquemia Miocárdica: Sinais Chave para Residentes

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024

Enunciado

Todo paciente sob suspeita de Síndrome Coronariana Aguda deve ser avaliado com Eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações e medição dos biomarcadores cardíacos séricos. Dentre os achados relevantes do ECG, a isquemia é constatada quando há:

Alternativas

  1. A) Alterações na Onda Q.
  2. B) Supradesnivelamento de ST.
  3. C) Novo bloqueio de ramo ou taquicardia ventricular incessante.
  4. D) Alterações do segmento ST-T e da onda T.

Pérola Clínica

Isquemia miocárdica no ECG → alterações do segmento ST (depressão) e da onda T (inversão/apiculamento).

Resumo-Chave

A isquemia miocárdica no eletrocardiograma (ECG) é classicamente identificada por alterações na repolarização ventricular. Isso se manifesta como depressão do segmento ST (indicando isquemia subendocárdica) ou inversão/apiculamento da onda T (sugerindo isquemia). Essas alterações são dinâmicas e podem evoluir com o tempo, sendo cruciais para o diagnóstico de Síndrome Coronariana Aguda (SCA).

Contexto Educacional

A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma emergência médica que se manifesta por um espectro de condições, desde a angina instável até o infarto agudo do miocárdio com ou sem supradesnivelamento do segmento ST. O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é uma ferramenta diagnóstica fundamental e deve ser realizado rapidamente em qualquer paciente com suspeita de SCA. A isquemia miocárdica, que é a base da SCA, reflete um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio. No ECG, a isquemia se manifesta principalmente por alterações na repolarização ventricular. As alterações mais características incluem a depressão do segmento ST, que pode ser horizontal ou descendente, e a inversão da onda T, que geralmente é simétrica e profunda. Essas alterações são dinâmicas e podem mudar ao longo do tempo, sendo crucial a realização de ECGs seriados. É importante diferenciar as alterações de isquemia das de lesão (supradesnivelamento de ST) e necrose (onda Q patológica), embora todas possam coexistir ou evoluir em um mesmo evento. A identificação precoce dessas alterações no ECG é vital para guiar a conduta terapêutica, como a reperfusão em casos de infarto com supradesnivelamento de ST, e para estratificar o risco em pacientes com SCA sem supradesnivelamento de ST.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais alterações do segmento ST que indicam isquemia?

As principais alterações do segmento ST que indicam isquemia são a depressão de ST, que pode ser horizontal, descendente ou ascendente, e geralmente sugere isquemia subendocárdica. O supradesnivelamento de ST, por outro lado, indica lesão miocárdica transmural aguda, que é uma forma mais grave de isquemia.

Como a onda T se altera na isquemia miocárdica?

Na isquemia miocárdica, a onda T pode apresentar-se invertida (simétrica e profunda) ou apiculada (onda T hiperaguda e simétrica). A inversão da onda T é um sinal clássico de isquemia, enquanto as ondas T apiculadas podem ser um sinal precoce de isquemia transmural ou hipercalemia.

Qual a diferença entre isquemia, lesão e necrose no ECG?

Isquemia é a falta de oxigenação e se manifesta por alterações do segmento ST (depressão) e da onda T (inversão/apiculamento). Lesão é o dano celular reversível ou irreversível, indicado pelo supradesnivelamento do segmento ST. Necrose é a morte celular irreversível, evidenciada pela presença de ondas Q patológicas.

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