UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 44a, procura o Pronto Atendimento com precordialgia intensa há 20 minutos. ECG: O DIAGNÓSTICO É:
Precordialgia intensa + ECG alterado → Isquemia miocárdica (SCA) até prova em contrário.
Precordialgia intensa, especialmente em um homem de 44 anos, é um sintoma alarmante que sugere isquemia miocárdica (Síndrome Coronariana Aguda - SCA) até que se prove o contrário. O ECG é o exame inicial crucial para estratificação, buscando alterações como supradesnivelamento do segmento ST, infradesnivelamento ou inversão de onda T.
A precordialgia intensa é um sintoma cardinal que demanda avaliação imediata no pronto atendimento, sendo a isquemia miocárdica (Síndrome Coronariana Aguda - SCA) a principal preocupação. A idade de 44 anos, embora não seja idosa, não exclui a possibilidade de doença arterial coronariana, especialmente com fatores de risco subjacentes. A rápida identificação e manejo são cruciais para preservar o miocárdio e melhorar o prognóstico. O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é a ferramenta diagnóstica inicial mais importante e deve ser realizado em até 10 minutos da chegada do paciente. Ele permite classificar a SCA em com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), que exige reperfusão imediata, ou sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST), que requer estratificação de risco e manejo adequado. A ausência de alterações no ECG inicial não exclui isquemia, sendo necessária a repetição seriada ou a investigação com biomarcadores cardíacos. Para residentes, a abordagem sistemática da dor torácica é vital. Isso inclui uma anamnese detalhada sobre as características da dor, fatores de risco cardiovascular, exame físico direcionado e a interpretação correta do ECG. O diagnóstico diferencial é amplo, mas a prioridade é sempre descartar condições com risco de vida iminente, como a SCA, dissecção de aorta e embolia pulmonar.
Os achados incluem supradesnivelamento do segmento ST (indicativo de IAM com supra), infradesnivelamento do ST, inversão de onda T, ou bloqueio de ramo esquerdo novo ou presumivelmente novo.
A conduta inicial envolve avaliação rápida, ECG imediato, acesso venoso, oxigenoterapia se hipoxemia, nitratos, morfina para dor, antiagregantes plaquetários (AAS, clopidogrel) e anticoagulação.
A diferenciação envolve a análise da história clínica (características da dor, fatores de risco), exame físico, ECG e biomarcadores cardíacos. Condições como dissecção de aorta, embolia pulmonar e pericardite aguda são importantes diagnósticos diferenciais.
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