Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa que apresenta a causa mais frequente de isquemia mesentérica.
Isquemia mesentérica não oclusiva (NOMI) é a causa mais comum de isquemia mesentérica, associada a estados de baixo fluxo.
A isquemia mesentérica não oclusiva (NOMI) é a causa mais frequente de isquemia mesentérica, ocorrendo em estados de baixo débito cardíaco ou vasoconstrição sistêmica, como choque, sepse ou uso de vasopressores, levando à hipoperfusão do leito esplâncnico sem obstrução mecânica dos vasos.
A isquemia mesentérica é uma condição grave com alta mortalidade, caracterizada pela redução do fluxo sanguíneo para o intestino, levando à isquemia e necrose. É crucial para o residente de medicina compreender suas diferentes etiologias, sendo a isquemia mesentérica não oclusiva (NOMI) a causa mais frequente, especialmente em pacientes criticamente enfermos. A NOMI ocorre em cenários de baixo débito cardíaco ou vasoconstrição sistêmica intensa, como choque de diversas etiologias, sepse, insuficiência cardíaca grave ou uso excessivo de vasopressores. Nesses casos, há uma redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais, em detrimento do leito esplâncnico, resultando em hipoperfusão sem obstrução mecânica dos vasos. O diagnóstico precoce é desafiador, pois os sintomas podem ser inespecíficos. O manejo da NOMI envolve a correção da condição subjacente que levou ao baixo fluxo, otimização hemodinâmica e, em alguns casos, o uso de vasodilatadores intra-arteriais para reverter a vasoconstrição. A suspeita clínica em pacientes de risco com dor abdominal desproporcional aos achados do exame físico é fundamental para um desfecho favorável, evitando a progressão para necrose intestinal e suas complicações.
Os principais fatores de risco para NOMI incluem estados de baixo débito cardíaco, como choque cardiogênico, hipovolêmico ou séptico, insuficiência cardíaca grave, arritmias, uso de vasopressores e doenças sistêmicas que causam vasoconstrição esplâncnica.
A NOMI é caracterizada pela hipoperfusão do leito esplâncnico devido à vasoconstrição intensa, sem obstrução anatômica dos vasos mesentéricos. Já a isquemia mesentérica oclusiva resulta de um bloqueio físico, como trombose ou embolia de uma artéria ou veia mesentérica.
O tratamento inicial da NOMI foca na otimização hemodinâmica, correção da causa subjacente do baixo fluxo (ex: choque), e uso de vasodilatadores intra-arteriais (como papaverina) para reverter a vasoconstrição esplâncnica, além de suporte clínico e monitoramento.
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