FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Dadas as seguintes afirmativas, a que descreve CORRETAMENTE a condição clínica associada à isquemia mesentérica é:
Isquemia mesentérica = Dor abdominal intensa e desproporcional ao exame físico, sem alívio com analgésicos.
A isquemia mesentérica é uma condição grave com alta mortalidade, caracterizada por dor abdominal intensa e desproporcional aos achados do exame físico, frequentemente refratária a analgésicos. É mais comum em idosos com fatores de risco cardiovasculares e requer diagnóstico e intervenção urgentes.
A isquemia mesentérica é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela redução do fluxo sanguíneo para o intestino, levando à isquemia e, se não tratada, à necrose intestinal. É uma emergência abdominal que exige alto índice de suspeição e intervenção rápida. A taxa de mortalidade é elevada, variando de 50% a 90%, dependendo da etiologia e do tempo até o diagnóstico e tratamento. É um tema crucial para residentes de cirurgia, clínica médica e emergência, dada a sua gravidade e o desafio diagnóstico. A condição é mais comum em pacientes idosos, com fatores de risco cardiovasculares como fibrilação atrial, doença aterosclerótica, insuficiência cardíaca e estados de hipercoagulabilidade. A etiologia pode ser arterial (embolia ou trombose da artéria mesentérica superior), venosa (trombose da veia mesentérica) ou não oclusiva (vasoconstrição esplâncnica em estados de baixo débito). O quadro clínico clássico é de dor abdominal intensa e difusa, que é desproporcional aos achados do exame físico. Ou seja, o paciente refere dor excruciante, mas o abdome pode estar relativamente flácido e pouco doloroso à palpação inicial. Essa desproporção é um sinal de alarme crítico. O diagnóstico precoce é fundamental. A angiografia por tomografia computadorizada (angio-TC) é o exame de imagem de escolha, permitindo identificar a oclusão vascular e avaliar a extensão da isquemia. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo intestinal e pode incluir revascularização cirúrgica (embolectomia, bypass) ou endovascular (angioplastia com stent), além de medidas de suporte, como hidratação, correção de distúrbios eletrolíticos e antibióticos de amplo espectro. Em casos de necrose intestinal estabelecida, a ressecção do segmento afetado é necessária. A alta mortalidade da isquemia mesentérica ressalta a importância do reconhecimento rápido e da intervenção agressiva.
A isquemia mesentérica aguda é classicamente caracterizada por dor abdominal intensa e difusa, que é desproporcional aos achados do exame físico. A dor é frequentemente refratária a analgésicos e pode ser acompanhada de náuseas, vômitos, diarreia e, em estágios avançados, sinais de peritonite e choque.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, fibrilação atrial, doença aterosclerótica generalizada, insuficiência cardíaca, hipotensão, uso de vasopressores, estados de hipercoagulabilidade e história de cirurgia abdominal prévia. A etiologia mais comum é a embolia arterial mesentérica superior.
O diagnóstico precoce é vital, pois a isquemia mesentérica tem uma alta taxa de mortalidade, que aumenta drasticamente com o atraso no tratamento. A necrose intestinal irreversível pode ocorrer em poucas horas, levando a sepse, falência de múltiplos órgãos e óbito. A angiografia por tomografia computadorizada (angio-TC) é o método diagnóstico de escolha.
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