SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022
Uma mulher de 73 anos com história prévia de doença arterial coronariana se apresenta a seu médico com quadro de dor abdominal com 6 meses de evolução. Tipicamente a dor ocorre 30 minutos após as refeições e geralmente se resolve em 1 a 3 horas. Refere que a gravidade da dor aumentou e ela está perdendo peso. O exame físico revela uma mulher caquética, mas exame do abdome é normal. Dentre as opções, qual o diagnóstico mais provável desta paciente?
Dor abdominal pós-prandial + perda de peso + histórico de aterosclerose → Isquemia mesentérica crônica (angina abdominal).
A isquemia mesentérica crônica, também conhecida como 'angina abdominal', é caracterizada por dor abdominal pós-prandial (geralmente 30-60 minutos após comer), medo de comer (sitiofobia) e consequente perda de peso. É mais comum em idosos com fatores de risco para aterosclerose, como doença arterial coronariana, devido à estenose das artérias mesentéricas.
A isquemia mesentérica crônica, frequentemente referida como 'angina abdominal', é uma condição grave causada pela aterosclerose das artérias mesentéricas, que fornecem sangue ao intestino. É mais comum em pacientes idosos com histórico de doença aterosclerótica em outros leitos vasculares, como a doença arterial coronariana, conforme o caso apresentado. O quadro clínico é caracterizado por uma tríade clássica: dor abdominal pós-prandial (tipicamente 30 minutos a 1 hora após as refeições, durando 1 a 3 horas), medo de comer (sitiofobia) devido à antecipação da dor, e consequente perda de peso significativa. A dor ocorre porque o fluxo sanguíneo para o intestino é insuficiente para atender às demandas metabólicas aumentadas durante a digestão. O diagnóstico é suspeitado pela história clínica e confirmado por exames de imagem que demonstrem estenose ou oclusão das artérias mesentéricas, como angiotomografia, angioressonância ou angiografia. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo adequado, geralmente por revascularização cirúrgica ou endovascular, para aliviar a dor, melhorar o estado nutricional e prevenir a progressão para isquemia mesentérica aguda, uma condição catastrófica.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal que piora após as refeições (angina abdominal), medo de comer (sitiofobia) devido à antecipação da dor, e perda de peso significativa e inexplicada.
A isquemia mesentérica crônica é causada pela aterosclerose progressiva das artérias mesentéricas (principalmente a mesentérica superior, inferior e tronco celíaco), resultando em fluxo sanguíneo inadequado para o intestino durante o aumento da demanda metabólica pós-prandial.
Ela está fortemente associada a outras manifestações de doença aterosclerótica sistêmica, como doença arterial coronariana, doença arterial periférica e doença cerebrovascular, indicando um processo aterosclerótico generalizado.
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