Isquemia Mesentérica Crônica: Sinais e Diagnóstico

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Assinale a assertiva correta sobre a isquemia mesentérica crônica.

Alternativas

  1. A) Na maioria dos casos, há importante alteração da absorção intestinal.
  2. B) A causa mais comum são embolias de repetição em pacientes com fibrilação atrial.
  3. C) Caracteriza-se por dor abdominal pós-prandial (cerca de 15-20 minutos).
  4. D) A artéria mesentérica inferior é a mais comumente acometida.

Pérola Clínica

Isquemia mesentérica crônica → dor abdominal pós-prandial (angina abdominal), medo de comer e perda de peso.

Resumo-Chave

A isquemia mesentérica crônica é caracterizada pela clássica 'angina abdominal', uma dor que surge após as refeições devido ao aumento da demanda metabólica do intestino. Essa dor leva o paciente a evitar comer, resultando em perda de peso significativa, sendo a aterosclerose a causa mais comum.

Contexto Educacional

A isquemia mesentérica crônica é uma condição subdiagnosticada que resulta de um suprimento sanguíneo inadequado para o intestino, geralmente devido à aterosclerose das artérias mesentéricas. É uma doença progressiva, com sintomas que se desenvolvem lentamente, o que a diferencia da isquemia mesentérica aguda, que é uma emergência cirúrgica. A compreensão de sua fisiopatologia e apresentação clínica é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia envolve a estenose de pelo menos duas das três principais artérias mesentéricas (tronco celíaco, artéria mesentérica superior e artéria mesentérica inferior), que impede o aumento do fluxo sanguíneo necessário para a digestão pós-prandial. O sintoma cardinal é a dor abdominal pós-prandial, conhecida como 'angina abdominal', que leva à sitiofobia (medo de comer) e, consequentemente, à perda de peso. O diagnóstico é suspeitado pela história clínica e confirmado por exames de imagem como angiotomografia ou angiorressonância. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo adequado para o intestino, geralmente por meio de revascularização endovascular ou cirúrgica. O prognóstico melhora significativamente com o diagnóstico e tratamento precoces, evitando complicações graves como a isquemia mesentérica aguda ou a necrose intestinal. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atentos a essa condição em pacientes com dor abdominal crônica e perda de peso inexplicada, especialmente aqueles com fatores de risco para aterosclerose.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da isquemia mesentérica crônica?

A isquemia mesentérica crônica é classicamente caracterizada por dor abdominal pós-prandial, conhecida como 'angina abdominal', que geralmente surge 15 a 60 minutos após as refeições. Essa dor leva ao medo de comer (sitiofobia) e consequente perda de peso.

Qual a principal causa da isquemia mesentérica crônica?

A causa mais comum da isquemia mesentérica crônica é a aterosclerose, que leva à estenose de duas ou mais das principais artérias mesentéricas (tronco celíaco, artéria mesentérica superior e/ou inferior), reduzindo o fluxo sanguíneo para o intestino.

A isquemia mesentérica crônica causa má absorção intestinal significativa?

Embora a isquemia mesentérica crônica possa levar a alguma alteração na absorção intestinal devido à hipoperfusão crônica, a má absorção importante não é a característica predominante na maioria dos casos. A dor pós-prandial e a perda de peso por medo de comer são mais proeminentes.

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