UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2026
Homem de 69 anos, portador de fibrilação atrial crônica, apresenta dor abdominal súbita há 8 horas, vômitos e evolução para choque. Ao exame físico, o abdome mostra defesa generalizada e sinais de peritonite. Exames revelam lactato de 5,9 mmol/L. Qual é a conduta mais adequada neste momento?
Isquemia mesentérica aguda com peritonite e choque → Laparotomia imediata = Trombectomia + ressecção de alça necrótica.
Em isquemia mesentérica aguda com sinais de peritonite e choque, indicando necrose intestinal, a conduta é laparotomia exploradora imediata para trombectomia e ressecção do segmento intestinal inviável, visando salvar a vida do paciente.
A isquemia mesentérica aguda é uma emergência cirúrgica com alta mortalidade, especialmente quando o diagnóstico e a intervenção são tardios. Pacientes com fibrilação atrial crônica têm um risco aumentado de embolia arterial mesentérica superior, que é a causa mais comum. A apresentação clássica inclui dor abdominal súbita e intensa, desproporcional aos achados do exame físico inicial, mas que evolui rapidamente para sinais de peritonite e choque quando há necrose intestinal. O lactato sérico elevado é um forte indicador de isquemia tecidual. A presença de sinais de peritonite e choque indica que a necrose intestinal já está estabelecida, tornando a laparotomia exploradora imediata a conduta mais adequada. O objetivo é a revascularização, se possível (trombectomia ou embolectomia), e a ressecção de qualquer segmento intestinal inviável. A demora na intervenção cirúrgica leva à progressão da necrose, translocação bacteriana, sepse e falência de múltiplos órgãos, com desfecho fatal. A angiotomografia é útil para o diagnóstico precoce, mas não deve atrasar a cirurgia em pacientes com peritonite e instabilidade hemodinâmica.
Os principais fatores de risco incluem fibrilação atrial, doença cardíaca isquêmica, valvulopatias, aterosclerose difusa, estados de hipercoagulabilidade e uso de certos medicamentos vasoconstritores.
O lactato sérico elevado é um marcador de hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico. Na isquemia mesentérica, a falta de oxigênio no intestino leva à produção excessiva de lactato, indicando dano tecidual e necrose.
A laparotomia imediata é crucial para revascularizar o intestino (se possível, por trombectomia ou embolectomia) e remover segmentos necróticos, prevenindo a progressão da sepse, falência de múltiplos órgãos e morte do paciente.
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