HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Causa mais comum de isquemia aguda do intestino:
Isquemia mesentérica aguda → Tromboembolia arterial é a causa mais comum.
A isquemia mesentérica aguda é uma emergência abdominal grave. A causa mais frequente é a embolia arterial, geralmente de origem cardíaca (fibrilação atrial, infarto recente), seguida pela trombose arterial in situ. O diagnóstico precoce é crucial para a sobrevida.
A isquemia mesentérica aguda representa uma condição abdominal catastrófica com alta mortalidade, exigindo reconhecimento e intervenção rápidos. É caracterizada por uma interrupção súbita do fluxo sanguíneo para o intestino, levando à necrose tecidual. A compreensão de suas causas é fundamental para o diagnóstico e manejo. A causa mais prevalente de isquemia mesentérica aguda é a tromboembolia arterial, responsável por cerca de 50% dos casos. Geralmente, um êmbolo se origina do coração (em pacientes com fibrilação atrial, infarto agudo do miocárdio recente ou valvopatias) e se aloja na artéria mesentérica superior. Outras causas incluem trombose arterial in situ (em pacientes com aterosclerose), isquemia mesentérica não oclusiva (associada a estados de baixo débito cardíaco) e trombose venosa mesentérica. A dor abdominal intensa e desproporcional aos achados do exame físico é um sinal de alerta crucial. O tratamento da isquemia mesentérica aguda é uma emergência cirúrgica, visando a revascularização e ressecção do intestino necrótico. A angio-TC é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico e identificar a etiologia. A terapia anticoagulante e o suporte hemodinâmico são pilares do manejo pré e pós-operatório. O prognóstico é sombrio se houver atraso no diagnóstico e tratamento, destacando a importância da suspeição clínica.
Fatores de risco incluem fibrilação atrial, doença cardíaca isquêmica, valvopatias, aterosclerose generalizada, estados de hipercoagulabilidade e uso de cocaína.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente (dor abdominal desproporcional ao exame físico) e confirmado por angiotomografia computadorizada (angio-TC) do abdome, que visualiza a oclusão vascular.
A isquemia oclusiva é causada por um bloqueio físico (trombo/êmbolo) em uma artéria ou veia mesentérica, enquanto a não oclusiva resulta de vasoconstrição esplâncnica grave, geralmente em estados de baixo débito cardíaco.
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