UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
O quadro clínico da isquemia mesentérica manifesta-se geralmente em:
Isquemia mesentérica aguda → Dor abdominal desproporcional ao exame físico em idosos.
A isquemia mesentérica aguda é uma emergência abdominal grave, comum em idosos com comorbidades cardiovasculares. A dor abdominal difusa e intensa, muitas vezes desproporcional aos achados do exame físico inicial, é um sinal de alerta crucial.
A isquemia mesentérica aguda é uma condição grave com alta mortalidade, caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo para o intestino. É mais prevalente em pacientes idosos, especialmente aqueles com histórico de doenças cardiovasculares, como fibrilação atrial, doença aterosclerótica ou insuficiência cardíaca, que predispõem à formação de êmbolos ou trombos. O reconhecimento precoce é crucial para a sobrevida do paciente. O diagnóstico é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas iniciais. A dor abdominal é o sintoma mais proeminente, sendo frequentemente descrita como intensa e difusa, mas desproporcional aos achados do exame físico, que pode ser benigno nas fases iniciais. Outros sintomas incluem náuseas, vômitos, diarreia e distensão abdominal. A tomografia computadorizada com contraste é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico. O tratamento da isquemia mesentérica aguda é uma emergência cirúrgica e/ou endovascular, visando restaurar o fluxo sanguíneo e ressecar segmentos intestinais inviáveis. A abordagem terapêutica depende da etiologia (embólica, trombótica ou não oclusiva) e da extensão da isquemia. A alta suspeição clínica em pacientes de risco com dor abdominal intensa é fundamental para um desfecho favorável.
A isquemia mesentérica aguda manifesta-se com dor abdominal difusa e intensa, muitas vezes desproporcional aos achados do exame físico, acompanhada de distensão, vômitos e alterações dos ruídos hidroaéreos.
Pacientes idosos frequentemente possuem fatores de risco como aterosclerose, fibrilação atrial e insuficiência cardíaca, que predispõem à oclusão vascular mesentérica, seja por embolia ou trombose.
No início, o exame físico abdominal pode ser relativamente normal ou apresentar apenas distensão e dor difusa leve, mesmo com dor intensa relatada pelo paciente, o que pode atrasar o diagnóstico.
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