MedEvo Simulado — Prova 2025
Um paciente de 72 anos, com histórico de fibrilação atrial não anticoagulada, apresenta dor abdominal súbita e intensa, difusa, há 4 horas. O exame físico revela abdome pouco doloroso à palpação, porém com sinais de hipoperfusão periférica e acidose metabólica grave. Qual a conduta diagnóstica e terapêutica inicial mais adequada:
FA + dor abdominal desproporcional + acidose grave → Isquemia mesentérica aguda.
A isquemia mesentérica aguda, especialmente em pacientes com fibrilação atrial, é uma emergência cirúrgica com alta mortalidade. A dor abdominal intensa e desproporcional aos achados do exame físico, juntamente com sinais de hipoperfusão e acidose metabólica, deve levantar forte suspeita.
A isquemia mesentérica aguda é uma condição grave caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para o intestino, resultando em necrose tecidual. É uma emergência médica com alta mortalidade, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades cardiovasculares. A etiologia mais comum é a embolia arterial mesentérica superior, frequentemente originada de trombos em pacientes com fibrilação atrial não anticoagulada. O diagnóstico é desafiador devido à apresentação inespecífica. A suspeita deve surgir em pacientes com dor abdominal intensa e súbita, desproporcional aos achados do exame físico, e sinais de instabilidade hemodinâmica ou acidose metabólica. A angiotomografia computadorizada de abdome com contraste é o padrão-ouro para o diagnóstico, permitindo identificar a oclusão vascular e a extensão do comprometimento intestinal. O tratamento é uma emergência cirúrgica, visando a revascularização da artéria mesentérica e a ressecção de segmentos intestinais necróticos. A intervenção precoce é crucial para melhorar o prognóstico. A anticoagulação é fundamental na prevenção primária e secundária, especialmente em pacientes com fibrilação atrial.
Os principais sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, desproporcional aos achados do exame físico, e sinais sistêmicos de choque como acidose metabólica e hipoperfusão, especialmente em pacientes com fatores de risco como fibrilação atrial.
A angiotomografia computadorizada de abdome é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, permitindo visualizar a oclusão vascular e a extensão da isquemia intestinal.
A fibrilação atrial pode levar à formação de trombos no átrio esquerdo, que podem embolizar para a circulação sistêmica, incluindo as artérias mesentéricas, causando isquemia aguda.
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