Isquemia Mesentérica Aguda: Diagnóstico e Manejo Cirúrgico

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Uma paciente de 35 anos, com histórico de Acidente Vascular Cerebral sem sequelas motoras em uso de rivaroxabana e antiarritmico. Apresenta quadro de dor intensa em fossa ilíaca direita de início súbito e caráter contínuo iniciado há 2 horas. Apresentou 1 episódio de evacuação líquida. Exame físico com bom estado geral, hidratada, afebril, orientada e corada. Pulsos cheios e simétricos. Ritmo cardíaco irregular com frequência cardíaca de 80bpm. Pressão arterial de 120x80mmHg. Murmúrio vesicular presente e sem ruídos adventícios. Abdome distendido, hipertimpânico e indolor à palpação. Marque a incorreta:

Alternativas

  1. A)  A morbimortalidade para casos como este continua elevada, pois está implicada em atrasos no diagnóstico. O fluxo propedêutico somente é iniciado pela suspeição. Dores na fossa ilíaca direita sempre devem levar a suspeita de apendicite, porém uma condução parcimoniosa no contexto da paciente e a demora para realização de exame específico pode implicar em ressecções intestinais estendidas.
  2. B)  Em quadros crônicos, vasos peripancreáticos e pericólicos possuem papel fundamental na evolução da doença.
  3. C) O tratamento da causa de base pode piorar a evolução clínica devido à síndrome de reperfusão. Medicações como a papaverina são recomendadas para evitar o vasoespasmo reflexo.
  4. D)  Em diagnósticos tardios, abordagens com ressecções são suficientes, facilitando o manejo. O conceito de reabordagem programada (second look) e/ou laparostomia devem ser abolidos do arsenal terapêutico do cirurgião.

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