HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Sobre as Isquemias Intestinais Agudas, é incorreto afirmar que:
Isquemia intestinal aguda tem alta mortalidade, diagnóstico difícil e exame físico inicial inocente; tratamento varia conforme etiologia.
A isquemia intestinal aguda é uma condição grave com alta mortalidade, apesar dos avanços. Seu diagnóstico é desafiador devido à apresentação clínica inespecífica e ao exame físico frequentemente normal nas fases iniciais, o que leva a atrasos. O tratamento é etiológico, podendo envolver revascularização endovascular ou cirúrgica e anticoagulação.
A isquemia intestinal aguda é uma emergência cirúrgica com alta morbimortalidade, caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para o intestino, levando à necrose tecidual. Embora tenha havido avanços no diagnóstico e tratamento, a mortalidade ainda é substancialmente alta, frequentemente excedendo 50%, devido à dificuldade diagnóstica e à rápida progressão da doença. É crucial para residentes reconhecerem a gravidade e a complexidade desta condição. As etiologias são variadas, incluindo embolia arterial mesentérica (a mais comum), trombose arterial mesentérica e trombose venosa mesentérica. O diagnóstico clínico é notoriamente desafiador, com a clássica 'dor desproporcional ao exame físico' e um exame abdominal que pode ser surpreendentemente benigno nas fases iniciais. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco (fibrilação atrial, aterosclerose, estados de hipercoagulabilidade) e dor abdominal aguda intensa. O tratamento é multifacetado e depende da etiologia. Para isquemias arteriais, a revascularização (cirúrgica ou endovascular) é o pilar. Em casos de trombose venosa mesentérica, a anticoagulação sistêmica é fundamental, juntamente com a ressecção de alças intestinais inviáveis. A intervenção precoce é o fator mais importante para melhorar o prognóstico, o que ressalta a necessidade de um alto índice de suspeita e um diagnóstico rápido, muitas vezes com o auxílio de angiotomografia.
As principais causas incluem embolia arterial mesentérica (geralmente de origem cardíaca), trombose arterial mesentérica (em pacientes com aterosclerose) e trombose venosa mesentérica (associada a estados de hipercoagulabilidade ou inflamação intra-abdominal). A isquemia não oclusiva também é uma causa importante, especialmente em pacientes críticos.
O diagnóstico é difícil porque os sintomas iniciais são inespecíficos (dor abdominal intensa, mas desproporcional ao exame físico), e o exame físico pode ser inocente nas fases precoces. A ausência de sinais peritoneais claros atrasa a suspeita, enquanto a progressão para necrose intestinal ocorre rapidamente.
Nas isquemias agudas de origem arterial, o tratamento endovascular (como angioplastia com ou sem stent) tem ganhado um papel importante, especialmente em casos de trombose arterial ou embolia, quando realizado precocemente. Ele permite a revascularização rápida e minimamente invasiva, melhorando o prognóstico.
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