FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2022
Paciente, 73 anos de idade, sexo feminino, IMC = 23, apresenta quadro de dor abdominal de forte intensidade de início súbito, localizada no mesogástrio. Ao exame físico, observa-se taquicardia, sem distensão abdominal e sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais mostram hemograma sem alterações significativas, uma gasometria com acidose metabólica e lactato de 7,3 mol/L. Em relação à paciente, o exame de imagem que deverá ser solicitado na sequência é:
Dor abdominal súbita + acidose metabólica + lactato ↑ em idoso → suspeitar isquemia mesentérica aguda. TC abdome é o próximo passo.
A apresentação clínica de dor abdominal súbita e intensa, desproporcional ao exame físico, associada a sinais de choque (taquicardia) e acidose metabólica com lactato elevado, é altamente sugestiva de isquemia mesentérica aguda, especialmente em pacientes idosos. A tomografia computadorizada do abdome com contraste é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico e planejar a conduta.
A isquemia mesentérica aguda é uma emergência cirúrgica com alta mortalidade, especialmente se o diagnóstico e tratamento forem atrasados. Ela resulta da interrupção do fluxo sanguíneo para o intestino, seja por oclusão arterial (êmbolo ou trombose), oclusão venosa ou isquemia não oclusiva. A apresentação clássica é a dor abdominal súbita e intensa, muitas vezes desproporcional aos achados do exame físico, o que pode levar a um atraso no diagnóstico. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com fatores de risco como fibrilação atrial, doença aterosclerótica, insuficiência cardíaca ou estados de hipercoagulabilidade. Os exames laboratoriais, como a gasometria arterial com acidose metabólica e lactato elevado, são marcadores importantes de isquemia tecidual e gravidade. A tomografia computadorizada (TC) do abdome com contraste é o exame de imagem de escolha, permitindo a visualização direta dos vasos mesentéricos, a identificação de trombos ou êmbolos, e a avaliação da viabilidade intestinal. O tratamento é geralmente cirúrgico, visando a revascularização e ressecção de segmentos intestinais necróticos, sendo a precocidade da intervenção um fator determinante no prognóstico.
Os sinais de alerta incluem dor abdominal súbita e intensa, desproporcional aos achados do exame físico, taquicardia, e sinais de choque ou acidose metabólica com lactato elevado.
O lactato se eleva devido à hipóxia tecidual no intestino isquêmico, levando ao metabolismo anaeróbico e à produção excessiva de ácido lático, resultando em acidose metabólica.
A TC de abdome com contraste é crucial para visualizar a oclusão vascular (arterial ou venosa), identificar sinais de isquemia intestinal (espessamento da parede, pneumatose, gás na veia porta) e excluir outras causas de dor abdominal.
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